Archive for September, 2009

Despertar da Alma

Saturday, September 19th, 2009

 

Existe um dia na vida dos seres em que se defrontam em uma tênue linha os seus sucessos e fracassos, situações que se avolumam em uma imensa balança de dois pratos (é o que convenientemente chamamos de vitórias e derrotas). Neste dia, por poucos segundos, a mente humana se liberta dos grilhões que a retém desde o contato mais vivo com o que titulamos de civilização. Tempo e espaço se fundem neste momento, aquele período que costumamos medir com o uso de relógios se perde em um profundo silêncio da alma, que se recolhe dentro de sua própria imensidão para calcular aquilo que desconhecemos desde o dia que despertamos para uma nova existência: a verdade universal.

Algumas pessoas ao se defrontarem com esse momento sentem um verdadeiro medo que não conseguem explicar. Difícil é conviver uma vida com máscaras que em um dado momento caem de nossas faces sem nosso consentimento direto, em períodos que estamos mais fragilizados por descobrir o vazio com que preenchemos nossos sentidos.

Corremos diariamente em busca de sonhos, muitas vezes corremos sem saber caminho ou direção, quem sabe apenas correndo em busca de um abrigo que desconhecemos ou fugindo de medos seculares introjetados n’alma, frutos de nossas obras ao longo de nossas existências. Corremos todos, atônitos, em uma velocidade cada vez maior. O que chamamos de modernidade nos impõe um ritmo alucinante que não nos permite sentir a essência dos seres, dos ambientes e das relações. Coisificamos os laços afetivos, minimizamos a importância das relações, esquecemos a simplicidade das trocas afetivas.

O homem corre. Permite-se voar sem sair do chão. Com a cabeça pesada e os sentidos destorcidos, busca seu céu nos pedaços carcomidos de matéria que encontra no caminho. Não há tempo para avaliar o que conquista, muito menos para pesar o que deve buscar. Tudo é vago e distante, até o momento que o tempo rompe consigo mesmo e delineia um novo despertar.

Para algumas pessoas, a questão de resposta mais difícil em suas vidas é “o que é a felicidade?”. Estamos muito apressados para obter a resposta dessa pergunta, o mundo está muito exigente de nós em relação ao tempo, que cada vez mais, corre de forma que não conseguimos acompanhar. Desejos, sonhos, ambições. Da realidade humana a palavra que mais se aproxima de felicidade parece ser a última. O ser humano ambiciona ser feliz, ambiciona conquistar “coisas” que atribui valor incomensurável sem medir realmente a importância.

Ambição, motivadora se utilizada na medida certa e direcionada para um foco sublime; arrebatadora se condicionada ao materialismo extremo. Alguns dizem que é condição humana, fruto de sentimentos de seres que coexistem com valores próprios de uma sociedade corrompida. Outros, que é fruto de uma busca exigida como padrão de vida de uma sociedade desorientada.

Esse breve segundo de confronto chegou em minha vida no momento em que comecei a traçar essas linhas, motivado pelo vazio que se despertou ao poder ver em mim mesmo a figura de minha verdade, obscurecida diariamente pela fantasia que me imponho desde o dia em que comecei a sonhar com uma vida que imaginei melhor.

Pergunto-me que vida é esta em que deixamos para trás as coisas que realmente valem para buscar a frieza das relações sem sentido. Quem somos nós ao longo dos tempos e dos trajetos que trilhamos. Quantas vezes já nos perguntamos sobre isso ou fingimos não ouvir essa pergunta da voz mais sublime de nossos seres: a voz dos sentimentos, a que atribuímos ao coração.

Há quanto tempo dormimos um sono profundo sem despertar? Por que motivos estão todos acreditando estar acordados para uma nova era? Há quanto tempo destruímos o mundo com a desculpa de construir um novo amanhã que nunca chegará? Fomos embriagados ao longo dos séculos por gerações de nós mesmos que nos sucederam e deixaram como herança o amargo fel da ganância, inveja e ambição que atordoa nossos sentidos.

Crescemos ao longo da vida e das vidas, aprendendo que existem perguntas que não devem ser feitas, que há perguntas para as quais não existem respostas e ensinamos aos filhos e netos que para certos males o remédio é deixar o tempo correr. Esquecemos ao longo dessa brincadeira de ensinar e aprender sobre a sublime lição acerca da verdadeira felicidade.

Mas existe esse dia. Um dia como outro qualquer, dia em que a luz brilha de forma tão intensa aos nossos olhos que é impossível fingir que não a vemos. Diariamente permanecemos surdos, cegos e insensíveis ao chamado constante. É muito simples para aceitar. É muito vivo, mas parece pouco frente à ganância. Como atribuir o valor de “tesouro” a algo cujo brilho cega nossos olhos por ser o reflexo fiel da verdade e que o peso não pode ser medido pelas balanças terrestres por possuir toneladas de significação? Estamos imunes a verdade sem saber que estamos.

Mas não há surdez que enfrente a voz da consciência, não há escuridão que ofusque a luz da razão e não há armadura que nos impeça de sentir a dor da verdade que fingimos não perceber mesmo quando somos golpeados por nossa maior rival: a razão. Não será ela nossa maior aliada também? Estamos correndo em círculos, perdidos no tempo, passando pelas gerações uma sensação de angústia disfarçada em lindas vestes de uma “alteza real” que governa o reino das perdições.

Não existem palavras para traduzir a felicidade. Não existe um dicionário que possa nos traduzir com fidelidade esse vocábulo. Não há quem a explique, no entanto, não existe ninguém que não a entenda. Mas a condição humana fantasia a felicidade e a veste de ouro e esplendor. Cheia de jóias, de sedas e em traje de baile, a felicidade brilha aos olhos do cego e entoa uma canção aos ouvidos que não sabem ouvir. Ao tentar traduzir essa palavra, o homem conta uma lenda em que a felicidade enche os salões de pessoas solitárias, que continuam solitárias ao som de uma canção de despedida. Como convidados e anfitriões dessa festa, tentamos inutilmente acreditar que nosso vazio será preenchido no balanço da próxima dança. Estamos todos sem um par e queremos dançar a melodia da alegria…

Mas o tempo apaga o brilho das jóias, as traças comem o tecido das sedas, o dia finda com o baile quando a luz se faz. A felicidade encontra-se consigo mesma ao final de tudo, se despe vagarosamente analisando quem realmente é. Sem o peso dos trajes sociais consegue ser ela própria, consegue andar com leveza e percebemos que o dicionário de sinônimos da humanidade é assinado por um péssimo autor. O Próprio Homem.

Deixar a Divindade invadir nossas vidas e ser realmente autora de nossas trajetórias é algo sem explicação. Permita que Deus seja sempre nosso guia fiel. Permita-se ser feliz, aceita na simplicidade da vida a plenitude do viver. Abandona aos poucos tudo que pesa e retarda o progresso. Usa da máxima de Antoine de Saint-Exupéry: “o essencial é invisível aos olhos, sendo perceptível apenas ao coração”.

 

Para não Adoecer

Thursday, September 10th, 2009

 

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em cncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para poder ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia!!!!!!!!

 

Independência Já!!

Saturday, September 5th, 2009

 

Eu sou o Brasil de dimensões continentais, gigante por natureza. Rico em belezas naturais com mananciais de proporções incomensuráveis e uma fauna e flora mais diversificada do mundo. Fui invadido em 1500, colonizado em 1530 e nasci para valer em 1808, através da fuga de uma rainha louca e um príncipe medroso com uma corte corrupta que enganaram Napoleão Bonaparte, como bem explicitou em sua obra “1808”, o escritor e jornalista Laurentino Gomes. Vi meus primeiros habitantes serem dizimados em nome de uma nova cultura e hoje os poucos que sobram ainda lutam para sobreviver. Eu sou o Brasil da mestiçagem, do mameluco, do cafuzo, do mulato, do caboclo, do Índio, do Branco e do Negro. Eu não tenho uma identidade única, mas possuo uma identidade universal. Eu sou o Brasil independente de Portugal, que caminha por suas “pernas”, auto-sustentável, rico, e seria melhor ainda se houvesse seriedade na política nacional. Eu sou o Brasil dos banguelas e dos que pagam caro para cuidarem de seus dentes. Eu sou o Brasil dos carros importados e dos “chinelos de dedo”, que trilham estradas esburacadas por quilômetros, para terem acesso a uma escola de chão batido e bancos de troncos velhos podres. Eu sou o Brasil, onde ricos estudam em universidades públicas e os pobres se debatem para pagar universidades privadas. Eu sou o Brasil do auxílio paletó, auxílio moradia, farra das passagens, obras públicas com preços hediondos e também o Brasil do salário mínimo, onde cidadãos sobrevivem com o básico do básico. Eu sou o Brasil do Pré –Sal, da tecnologia do álcool de cana, da invenção do avião e da Embraer, mas também sou o Brasil dos descamisados, da violência, do tráfico de drogas, do sistema de saúde precário, das favelas. Eu sou o Brasil da democracia, mas também da manipulação. Sou o Brasil do Betinho, do Chico Mendes, mas também do Calheiros, do Sarney, do Collor. Eu sou o Brasil do Tiradentes que com seus ideais revolucionários não se acomodou com a farra dos poderosos e foi enforcado e esquartejado, mas também sou o Brasil de D. Pedro, não aquele “herói” que gritou “Independência ou morte”, mas sim aquele Pedro que comandou o massacre da Praça do Comércio, antes de 1822, investindo contra o povo desarmado, matando trinta e deixando dezenas de feridos. Eu sou o Brasil Independente, mas que ainda clama pela justiça e igualdade social e que lamenta que Instituições sólidas da democracia brasileira estão escorrendo pelo ralo, tragadas pela imundície da corrupção e do autoritarismo dos coronéis que ainda habitam Brasília.

“INDEPENDÊNCIA JÁ!!!”

 

Abaixo a Censura!

Wednesday, September 2nd, 2009

 

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e a CCT (Comissão de Ciência e Tecnologia) do Senado aprovaram nesta quarta-feira (2/09) uma proposta que restringe o livre uso da internet durante períodos eleitorais. Durantes as eleições, portais, sites de notícia e blogs estarão proibidos de emitir opiniões favoráveis ou desfavoráveis a qualquer candidato.

O projeto segue agora para o plenário da Casa e se for aprovado, o conteúdo da internet ficará semelhante ao de noticiários de rádio ou de televisão em anos eleitorais. Por exemplo, quando se publicar algo sobre a disputa para presidente ou para governador, fica obrigado a dizer o nome de todos os candidatos e o que fizeram naquele dia. Caso contrário, pode ser processado pelo político que se julgar preterido.

Além disso, charges também estarão vetadas e ao menos dois terços dos candidatos terão de ser convidados a participar de qualquer debate.

Estavam presentes os relatores da proposta – Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE) – além de Aloizio Mercante (PT-SP), Demóstenes Torres (DEM-GO), Serys Slhessarenko (PT-MT), José Agripino (DEM-RN) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

O desejo dos congressistas é levar a proposta ao plenário do Senado ainda hoje. De O texto será apreciado em sessão conjunta.

Campanha Eleitoral

A propaganda eleitoral será permitida somente nos blogs, sites, comunidades e outros veículos de comunicação do próprio candidato.

A propaganda paga em outros sites só será permitida aos candidatos à presidência. Candidatos a outros cargos estarão proibidos.

A proposta acaba com a exigência de sites de políticos no domínio “.can.br”. Para não sofrerem sanções, os candidatos terão de registrar seus sites em outros domínios no TSE.

A campanha na internet só será permitida a partir do dia 5 de julho de cada ano, a exemplo do que acontece em outros veículos.

Eu estava muito interessado em conhecer a China, mas não vou precisar viajar até lá, a política brasileira é quase a mesma.