Archive for August, 2009

A Felicidade

Tuesday, August 25th, 2009

 

Como definir corretamente a “felicidade”? É possível alcançá-la? Se sim, qual a receita?

Antes de expor qualquer reflexão concernente a felicidade, seja sobre sua significação ou essência, deve-se levar em consideração sua característica relativa. Ou seja, que traz felicidade a alguém, de igual modo poderá causar infelicidade a outro. Muitos defendem a idéia de que a felicidade se resume em alcançar sonhos, atingir desejos pessoais, conquistar o bel-prazer ou tudo aquilo que atualmente não se tem posse, mas é objeto de cobiça. Correlacionam a felicidade na alteração da sua condição atual, seja física, psicológica, financeira ou amorosa, para um estado que lhe proporcione prazeres, alegrias ou deleites. Esquecem-se, ou são incapazes de entender que a felicidade não tem preço. É uma dádiva gratuita que esta mais relacionada ao bem estar psicológico, mental e espiritual, do que ao materialismo.

Infelizmente variados tipos de vírus contaminam a sociedade atual por meio da mídia, exibindo ao público suas formas de vida fúteis e vazias, não sendo mais do que péssimos exemplos de extremo perigo a moral, influenciando muitos a acreditarem na felicidade como conseqüência da posse do dinheiro, da fama , da beleza exterior e do poder. São como chuva passageira, modelos de felicidades momentâneas que se corrompem com facilidade e a curto prazo. Uma forma de existência mais predisposta à infelicidade do que qualquer outra razão.

Eu proponho a você, uma felicidade pura e incorruptível, desgarrada de tudo o que é enganoso ou aparente, condicionada apenas à: “sua conquista”.

Viva cada dia como se este fosse seu ultimo. Sorria, pois isso faz bem a beleza do rosto. Não trabalhe demasiadamente, mas dê o melhor de si quando estiver nele. Não reclame sem antes saber que há muitos em piores condições que as suas. Fique mais tempo com seus pais, eles estão envelhecendo, mais cedo ou mais tarde você também vai envelhecer. Tenha filhos e não perca os seus primeiros passos. Respeite a si e os seus limites, mas nunca desista. Sonhe, porque isso lhe dará forças pra continuar. Não minta, pois a mentira não vai muito longe e lhe custara à confiança dos amigos. Tenha paciência, você esperou durante nove meses para nascer, porque não esperar mais?. Divirta-se, porque isso é agradável. Ame alguém, porque o amor te fará feliz. Exercite-se, porque isso traz beneficio ao seu corpo. Acredite em Deus e em Jesus Cristo, porque sem Eles você não terá felicidade. Leia muitos livros, sobretudo o livro sagrado, assim você terá argumentos e saberá pra onde ir. Não perca tempo com os maus hábitos como a bebida ou o cigarro, porque eles só abreviam o curso da vida. Pratique a honestidade, porque sem ela você se rotulará réu. Não se preocupe com a beleza, porque você já a tem.

Finalmente, seja feliz.

 

Amazônia

Monday, August 17th, 2009

 

Todo brasileiro deveria visitar a Amazônia. Navegar em barco-gaiola pelo Rio Amazonas. Passear pelas trilhas da floresta. Hospedar-se em algum hotel-maloca bem longe da civilização. Pescar piranha, abraçar uma sucuri, ouvir as araras, os tucanos, bandos de papagaios, cruzar com um bando de macacos e de porco do mato. Ver as árvores gigantes, as seculares castanheiras do Pará, as seringueiras, as florestas de açaí, as vitórias-régias; sentir o perfume do arbusto wick, da resina do breu, e de tantos outros perfumes da floresta virgem. Alimentar-se com os frutos e as comidas típicas da Amazônia. Assistir concertos e óperas nos Teatros de Belém e de Manaus.

A Amazônia é muito mais do que apenas a imensidão da floresta, ameaçada de devastação pelos madeireiros, sojeiros, canavieiros e vaqueiros. A Amazônia continua uma imensidão verde, com muitas águas e, relativamente, com pouca gente. Mas não há como evitar que a Amazônia seja cada vez mais ocupada pelo homem. A grande questão é: como o ser humano ocupará a Amazônia? É verdade, desde tempos imemoriais, indígenas habitavam a vastidão da floresta amazônica. A abundância de peixes e de frutos garantiam a sobrevivência destes povos. Assim como, hoje ainda, grande parte dos amazonenses se aproveita da generosidade da natureza para sobreviver. Para quem vive na imensidão da Amazônia parece impossível que um dia desapareçam suas águas e suas florestas. Dali a pouca consciência do povo amazonense para com a poluição. Sem cerimônia os próprios capitães de navios e os viajantes jogam todo tipo de lixo nos rios; deste povo, ninguém está preocupado com o aquecimento global, com falta de água doce, com a pirataria da flora e da fauna, com a grilagem de terras, com o contrabando de madeiras.

Muitas terras continuam despovoadas, florestas imensas continuam verdes, os rios continuam como sempre, anualmente, com suas enchentes e vazantes. Somente quem vem de fora, e possui uma consciência crítica, repara angustiado que muita coisa está mudando. E quantos não pagam com a vida quando querem preservar a natureza amazônica. Temos aí a história de Chico Mendes, de Dorothy Stang e de tantos anônimos que sucumbem por esta vasta região onde, muitas vezes, não existe “nem rei, nem lei, nem fé”.

A Campanha da Fraternidade, deste ano, tenta orientar criticamente nossos olhos para a Amazônia. Tenho a impressão que, nesta conversa de “campanha”, muitos falam besteiras sobre a Amazônia, porque nunca a conheceram. Com certeza, a Amazônia não será devastada de um dia para outro. Mas, com certeza, a Amazônia será ocupada, cada vez mais, pelo ser humano. A grande questão é: como a Amazônia será ocupada? Com planejamento, com projetos, ou caoticamente? E este é o grande problema. A impressão que dá, para quem visita a Amazônia, é de que o Estado Brasileiro não está presente na Amazônia. Por isto não é de estranhar que organizações estrangeiras estejam dando bolsas de estudos no exterior para lideranças indígenas e comunitárias da região, e que em algumas comunidades se fale mais inglês do que português. Mesmo que se navegue uma semana pelo Rio Amazonas e afluentes, provavelmente não se cruzará com patrulhas fiscalizando alguma coisa. A impressão é que o Brasil ainda não tomou posse da Amazônia com seu aparato legal, nem conhece as riquezas desta imensidão de águas e de terras, de flora e de fauna.

O desenvolvimento sustentável da Amazônia somente acontecerá quando houver planejamento para este desenvolvimento. E isto necessitaria o envio de milhares de cientistas para a região. É preciso conhecer para dominar. Mas, infelizmente, até os Institutos de Pesquisa ali existentes dão a impressão que não possuem mais verbas para ampliar suas pesquisas. A preservação e o desenvolvimento da Amazônia precisam de projetos!

 

Saco é um Saco

Tuesday, August 11th, 2009

 

No dia 23 de junho, o Ministério do Meio Ambiente lançou a Campanha para o consumo consciente de sacos plásticos, que já atinge a marca alarmante de 12 Bilhões no Brasil e UM TRILHÃO em todo o mundo. Com o apoio da rede de Supermercado Wal-Mart e com o lema: SACO É UM SACO, o Senhor Ministro Carlos Minc lançou a Campanha no Rio de Janeiro.

À guisa de informação, os sacos plásticos substituíram os sacos de papel Kraft nos Supermercados brasileiros na década de l980, após um período de escassez de celulose e logo caíram nas graças do consumidor e do comércio, por serem mais baratos e práticos. Esses sacos plásticos passaram a ter mil e uma utilidades e seu consumo cresceu assustadoramente.

Quando pensamos nesses sacos plásticos lembramos sempre dos Supermercados que os oferecem para embalar as nossas compras. Entretanto, os Supermercados não são os únicos difusores desse material para acondicionar o produto comprado, pois todo o comércio varejista utiliza esse produto como embalagem.

O Ministério do Meio Ambiente estudou a utilização dos bioplásticos ou plásticos biodegradáveis, mas seu uso foi desaconselhado porque, embora se desintegre aparente e rapidamente no solo, seus resíduos nocivos permanecem invisíveis no meio ambiente.

A preocupação do Ministério do Meio Ambiente deve ser também a nossa preocupação, pois as estatísticas informam que só no Brasil são consumidos 12 bilhões de sacos plásticos por ano e, no mundo todo, são distribuídos UM TRILHÃO de sacos plásticos. É fácil imaginar o enorme transtorno causado ao Meio Ambiente, se considerarmos o montante de sacos plásticos utilizados durante apenas 10 anos, ou seja: 10.000.000.000.000 de sacos plásticos que serão acumulados nos lixões do Planeta.
Esse material leva 400 anos para se desintegrar na Natureza e, além disso, o uso desse plástico descartável em excesso resulta no acúmulo de lixo que vai infestar as cidades, os rios e os mares e matando animais que os engolem confundidos com o alimento.

Depois que em casa guardamos as compras, esses invólucros vão para o lixo e irão causar enormes prejuízos para o Meio Ambiente. Como são muito leves, são levados pelo vento e entopem os bueiros e galerias pluviais, causando enormes riscos para a população que sofre com as enchentes, onde perdas imensas de móveis, utensílios e viveres acontecem e até vidas humanas são ceifadas sem a mínima comiseração.

É preciso levar para a sociedade o maior volume de informações, para que o consumidor, na hora de decidir, não recuse apenas o saco plástico oferecido pelo Supermercado ou pelo Comércio em geral, mas pratique um gesto de transformação de costume. Esses sacos plásticos não são os vilões da história e nem nós somos os vilões. Estamos todos incluídos na necessidade de repensar nossa forma de viver e encarar os problemas que atingem o Planeta. Esses sacos plásticos poderão continuar a existir, desde que nós, seres humanos, saibamos usá-los com consciência, reduzindo ao máximo o seu uso e o encaminhando para a reciclagem quando ele não puder mais ser usado.

Para evitar o agravamento da situação, alternativas existem e dependem apenas da conscientização da população que deve abrir mão do comodismo e fazer ou comprar as sacolas retornáveis para acondicionar as suas compras, recusando os sacos plásticos oferecidos pelos Supermercados.

Vamos reduzir o consumo desse material, reutilizá-lo e recusá-lo sempre que possível, para o bem de todos, para a cidade, para o Planeta e para o futuro.

 

A Campanha do Sorriso

Monday, August 3rd, 2009

 

Mas, mesmo que não houvesse tantos benefícios no bom humor, os efeitos do mau-humor sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma busca incessante de motivos para ser feliz. O indivíduo mal-humorado fica angustiado, o que provoca a liberação no corpo de hormônios como a adrenalina.

Segundo os especialistas que estudam o humor a sério, sorrir é o maior segredo para viver bem. O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e culturais e varia de acordo com a personalidade e a formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado com uma visão otimista do mundo. “um indivíduo bem-humorado sofre menos porque produz mais endorfina, um hormônio que relaxa”. A endorfina aumenta a tendência de ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem humorado você está, maior o seu bem estar e, conseqüentemente mais bem humorado você fica. Eis aqui um círculo vicioso que os especialistas chamam de “feedback positivo”. A endorfina também controla a pressão sangüínea, melhora o sono e o desempenho sexual.

Mas, mesmo que não houvesse tantos benefícios no bom humor, os efeitos do mau-humor sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma busca incessante de motivos para ser feliz. O indivíduo mal-humorado fica angustiado, o que provoca a liberação no corpo de hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação, arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades na digestão e irritabilidade. A vítima acaba maltratando os outros porque não está bem e, com isso sente-se culpada, ficando com o humor pior ainda.

Eis aqui, outro círculo vicioso, agora formando um “feedback negativo”. Essa situação pode ser desencadeada por pequenas frustrações cotidianas – como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar – que, só são trágicas se as encararmos com tal.

Evidentemente, nem sempre dá para achar graça em tudo. Há situações em que a tristeza é inevitável – e é bom que seja assim. Precisamos de tristeza e de alegria para ter um convívio social adequado. A alegria favorece a integração e a tristeza propicia a introspecção e o amadurecimento. Temos que saber lidar com a flutuação entre esses estágios, que é necessária e faz parte da natureza humana. O humor pode variar da depressão (o extremo da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses dois estados são manifestações de doenças e devem ser tratados.

Uma semana cheia de sorrisos a todos.