Archive for April, 2009

Orquestre-se

Sunday, April 26th, 2009

 

Tive a oportunidade de assistir pela primeira vez um espetáculo e quando cito a palavra “espetáculo” considere a palavra em sua essência, pois aquilo sim podemos chamar de algo espetacular. Assim que os músicos entraram no palco, percebi que assistiria algo realmente especial.

Quando o maestro começou a orquestrar, foi algo magistral, via cerca de 50 instrumentistas tocando em uma afinação perfeita, de forma que conseguia ouvir com o olhar, fascinação total, cada instrumento que olhava passava a ouvir somente seu som, enquanto o maestro fazia a organização de forma que todos os instrumentos fossem fundamentais para o espetáculo apenas com um toque no ar.

Admirando tudo aquilo, percebi o quanto uma orquestra poderia nos ensinar, ou seja, poderíamos “orquestrar” nossos relacionamentos pegando a disciplina e o respeito entre os instrumentos com um exemplo de conquista em equipe. Naquele momento cada instrumento por menor que seja fazia toda diferença na arte final sem ofuscar a beleza dos outros, pelo contrario agraciava ainda mais a beleza dos demais, onde no final juntos ficavam ainda mais belos.

Enquanto uns brilhavam, era notório que os demais instrumentos torciam pelos outros enquanto se preparavam para entrar em cena e quando chegava sua vez, nunca entrava para tentar brilhar sozinho ou mais que os outros, mas sim para fazer parte de um brilho único, onde todos sabiam que fazia parte de uma grande obra.

Porque não podemos juntar nossas qualidades com as outras pessoas? Porque temos sempre que ver as qualidades dos outros como algo intimidador para nós, como disputa? Será que fomos melhores que os outros em tudo? Será que não ficaríamos mais fortes juntando e admirando os adjetivos dos outros? Será que todos juntos em uma sincronia não seria benéfico a todos?

Pense nisso, admire a beleza dos demais e brilhe no momento certo. Orquestre-se !!!!

 

Blog Lounges Vol.1

Saturday, April 18th, 2009

 

O relaxamento pode ser definido como um método que favorece o repouso físico e psicológico, e ainda mantém um nível de calma ou de tensão otimizada para a eficiência do desempenho nos diferentes contextos em que cada um se encontra.

Os animais sabem perfeitamente como relaxar e assim como eles nós precisamos também saber a hora certa de parar, descansar e finalmente relaxar durante ou depois de qualquer esforço fíisico ou mental. Isto faz com que possamos ficar cada vez mais longe do estresse cotidiano.

O ato de relaxar é um santo remédio para angústia, depressão, estresse ou qualquer outro problema de saúde. Por isso resolvi publicar a nova série – Blog Lounges

Pela simples razão que relaxar é preciso.

Enjoy the vibes!!

 

Julinho Mazzei feat. Carlos Marchand – Hope’s Groove (Lounge Version)

Abraham – Magpie (Morgan Geist Mix)

Sarah Ananse – Something New

Thievery Corporation – From Creation

Aquanote – All Over You (2B4U Remix)

Presence – Better Day (New Exclusive 2008 CW Mix)

Blue Screen – Transatlantic

Blue Six – All I Need

Chris Brann – Between Them

Crazy Penis – Mind Wide Open

Fenomenon – Can’t They be Good

Garry Judd – Coasting

Kevinn Yost – Wrongs Making It Right

Sarah Bareilles – Love Song

 

Pense Nisso!

Tuesday, April 14th, 2009

 

As crianças têm sonhos. E não há limites para os seus sonhos. Elas são princesas, super-heróis. Sonham salvar o Mundo de toda maldade. Acreditam-se com poderes infinitos.

Sonham em alcançar as nuvens, em fazer todo mundo feliz, em ter muito dinheiro para distribuir brinquedos para todas as crianças. Sonham e sonham.

Mas todas as crianças crescem e se tornam adultas. E, quase sempre, esquecem dos seus sonhos. Desencantam-se ao contato com a realidade. Ou talvez encontrem muitos adultos desencantados que as façam acreditar que não podem perseguir os seus sonhos.

A pequena Jean, na terceira série, era um exemplo típico. Filha de um piloto, sonhava voar. Um dia, em uma redação, ela colocou todo seu coração e revelou seus sonhos: ser piloto de avião, ver as nuvens, saltar de pára-quedas.

Era meado do século XX. A sua nota foi zero, porque, segundo sua professora, todas as profissões que ela listara não eram para mulheres. Jean foi massacrada, no decorrer dos anos seguintes, pela negatividade de muitos adultos. Garotas não podem ser pilotos de avião. Não são suficientemente inteligentes para isso. E ela desistiu.

No último ano do ensino médio, a professora de inglês pediu que os alunos escrevessem sobre o que estariam fazendo dentro de 10 anos. Jean descartou piloto, aeromoça, esposa. E escreveu: garçonete. Afinal, pensou, aquilo ela seria capaz de fazer. Duas semanas depois, a professora colocou a folha com a resposta de cada um dos alunos, virada para baixo, na frente de cada um deles. E agora pediu que escrevessem o que cada um deles faria se tivessem acesso às melhores escolas, a dinheiro ilimitado, a habilidades ilimitadas.

Quando terminaram, ela deu a grande lição: Tenho um segredo para todos vocês. Vocês têm acesso a boas escolas. Vocês podem conseguir muito dinheiro, se desejarem algo com muito vigor. Se não correrem para concretizar os seus sonhos, ninguém o fará por vocês. Vocês têm muita potencialidade. Não deixem de utilizá-la.

Jean ficou animada e ao mesmo tempo amedrontada. Depois da aula, foi falar com a professora e lhe segredou seu desejo de ser piloto.

Então, seja! Foi o que ouviu.

E Jean resolveu concretizar o seu sonho. Foram 10 anos de trabalho duro, encarando oposições, hostilidades, rejeição, humilhação. Tornou-se piloto particular. Conseguiu graduação para transportar carga e pilotar aviões de passageiros. Mas não recebia promoção porque era mulher. Não desistiu. Foi em frente. Fez tudo o que a professora da terceira série disse que era um conto de fadas.

Ela pulverizou plantações, pulou de pára-quedas centenas de vezes. Em 1978, Jean Harper foi uma das três primeiras mulheres a serem aceitas como piloto pela United Airlines. Por fim, tornou-se piloto de Boeing 737 na mesma empresa aérea. Tudo, graças ao poder de uma palavra positiva bem colocada.

Pense nisso!

Se você abandonou os seus sonhos, é tempo de retomá-los. Não diga que é tarde, que você está velho demais, que não consegue mais. Decida-se e parta para a luta! Estude, persevere, conquiste. Utilize a força de sua fé. Acredite e invista no seu potencial.

Lembre-se: você pode ser o que quiser, se desejar o bastante e não perder o foco do seu ideal. Seja a sua meta tocar as estrelas. Vá em frente!

Um lindo dia pra você.

 

Feliz Páscoa

Friday, April 10th, 2009

 

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Enquanto os adultos estão envoltos em afazeres e preocupações, as crianças esperam ansiosas pelo ovo de páscoa, aquele que tem como recheio o brinquedo desejado, chega à páscoa, fazendo-nos um convite para a renovação.

A páscoa traz a mensagem de transformação, libertação e ressurreição, ou seja, a oportunidade de se passar de um estágio para outro. O significado da páscoa é bem maior do que geralmente atribuímos.Vai muito além do que imaginamos. É a celebração da alegria pela mudança, é um momento propício para refletirmos o que precisamos mudar e ressuscitar da nossa essência divina para “subirmos aos céus”.

No entanto, aprofundar-se no seu significado exigirá esforço e muito trabalho interno, que para alguns, resultará como mais um desconforto, além daqueles que o cotidiano já nos trás. Então, ao invés disso, preferem adotar uma atitude, que a principio parece mais confortável, ou seja, de festejar a páscoa, “mascarada” de feliz ou até mesmo de generoso, porque contribuiu com alguma coisa para uma campanha de caridade qualquer.

Assim, para superar as adversidades que serão submetidas diariamente, muitas vezes acabam por utilizar-se de máscaras e armaduras, como uma estratégia para facilitar o convívio social. Atitude que devemos evitar é claro, porém freqüentemente necessária para a manutenção da boa convivência, seja na vida social ou até mesmo familiar. A louvável sinceridade que deveria ser a característica essencial em toda e qualquer relação acaba sendo deixada de lado, porque se torna uma fonte de discórdia e outros dissabores.

Neste caso, somos “forçados” e empurrados para a utilização de armaduras, que tem por finalidade impor respeito, medo no outro, ou simplesmente para nos protegermos. As máscaras têm a mesma função e estão incorporadas na vida da maioria das pessoas de forma tão natural, e utilizadas com tanta freqüência, que chegam a perder sua própria essência.

Quero lembrar esta questão da utilização de aparatos de proteção, não para condenar quem os utilizam, mas sim, para alertar que a páscoa é um momento propício para livra-se destas proteções e deixar a vida tomar sol. É da transformação e na ressurreição da páscoa que deve vir à força necessária para quebrarmos a armadura. Armadura que é reforçada a cada momento que a deixamos de assumir a própria personalidade, o nosso verdadeiro eu.

Existe uma enorme semelhança entre o ovo – um dos símbolos da páscoa, com esta situação, pois o ovo contém em sua essência a vida, vida que quer existir e frutificar, mas que esta envolta em uma casca, uma casca de proteção, que na consistência adequada a protege, mas se for excessivamente resistente, impediria o nascimento. O mesmo ocorre com as armaduras e máscaras, que são “cascas” utilizadas como forma de proteção, no entanto, quando esta “casca” se tornar muito forte e resistente, a vida não consegue conservar-se e aos poucos se apagará, ou seja, ao usarmos armaduras, estaremos reprimindo a própria vida.

A páscoa é a oportunidade de remover essas armaduras e deixar a vida respirar livremente.A páscoa também é o momento de renovar os projetos, as metas e todos os sonhos que nos propusemos lá no nascimento (natal) e no ano novo, para que fossem conquistados durante o ano. É a oportunidade de rever, avaliar, reprogramar e fazer renascer os sonhos. Esta é a hora de repassar todo o texto, de fazer o último ensaio e definitivamente entrar em cena, é hora de marcar posição e fazer do espetáculo da vida um show inesquecível, onde os holofotes do sucesso não se apagam, pois somos o personagem único da vida.

Páscoa é a reunificação do corpo e do espírito. É a conciliação do material com o espiritual, a nossa união com o divino. Onde devemos deixar de lado eventuais excessos materiais e resgatar o lado espiritual, para que equilibrados, possamos sentir o prazer de estarmos harmonizados com o universo e assim comemorar plenamente a alegria da páscoa. Traçar estratégias para nos livrarmos daquelas más atitudes, que por alguns descuidos foram crescendo no nosso interior, e arrancá-las antes que impregnem a alma, mas, sobretudo, assumir o compromisso de nos tonarmos cada dia seres humanos melhores e assim, fazermos o amor crescer, afinal é através dele que podemos “cobrir a multidão de pecados”.

Deste modo, este é um momento que vai muito além da festa do chocolate. É uma oportunidade especial de renovação, de ressurreição e transformação interior. Aproveitar esse momento para nos despirmos de qualquer armadura que esteja nos restringindo o crescimento e a união com o Sagrado, é ser sábio. É valorizar e oportunizar que a vida flua feliz, que é sua característica natural. Pense nisso.

Feliz Páscoa.

 

Compaixão pelos Animais

Saturday, April 4th, 2009

 

A evolução do conhecimento científico tem trazido uma consciência crescente sobre o fato de que os animais são seres que possuem características semelhantes as dos humanos e também estão sujeitos as sensações de dor e de sofrimento.

Em razão disso, parece surgir uma preocupação efetiva com os valores éticos, notadamente no dever moral de se evitar os maus tratos e de proporcionar o bem-estar dos animais, não só os domésticos, mas, sobretudo, no que diz respeito aos animais de produção de trabalho, carne, leite e ovos, onde há interesse econômico envolvido.

O aspecto econômico é especialmente relevante porque o Brasil é considerado um grande exportador de carnes e será continuamente pressionado por esse mercado no sentido de adotar uma postura ética em relação ao assunto, pois cada vez mais será demandado a ofertar produtos com características qualitativas adicionais, dentre as quais está o bem-estar animal.

Desta forma, a mudança que deve ocorrer na indústria brasileira de produção de carnes e ovos, está longe de ser reflexo da compaixão dos brasileiros pelo sofrimento dos animais. Ela vai ocorrer por pressão internacional, pelo mercado consumidor, que vai exigir que o País adote o regramento vigente na União Européia afastando, assim, práticas de agressão e de crueldade, consideradas desnecessárias no processo produtivo como, por exemplo, a criação de aves poedeiras em gaiolas superlotadas que não lhes permite, sequer, abrir as asas.

Para entender o conceito de bem-estar animal e medir a eficácia das práticas, foi estabelecido um modelo de análise que contempla o perfil de 5 liberdades, que devem ser atendidas:

Liberdade Psicológica – de não sentir medo, ansiedade ou estresse.
Liberdade Comportamental – de oportunizar ao animal as condições necessárias para que possa expressar seu comportamento normal.
Liberdade Fisiológica – de não sentir fome ou sede.
Liberdade Sanitária – de não estar exposto a doenças, injúrias ou dor.
Liberdade Ambiental – de viver em ambientes adequado, com conforto, junto com outros da mesma espécie.

Neste ponto, surge a questão: como um cidadão comum afeiçoado a essa proposta de respeito ao bem-estar dos animais pode contribuir? Eu proponho uma reflexão a partir de três pontos fundamentais:

O primeiro ponto diz respeito aos animais domesticados que se encontram sob a guarda e os cuidados do dono. Nesse caso, basta apontar para cada uma das 5 liberdades e indagar sinceramente se o dono está propiciando a eles o suficiente para assegurar o seu bem-estar. Cumpre lembrar que bem-estar não se limita ao estado físico, à saúde propriamente dita, mas vai além – leva em consideração a forma como o animal percebe a situação, o seu ambiente.

O segundo ponto diz respeito aos hábitos de consumo. O consumidor tem nas mãos uma arma poderosa para compelir as empresas a se adequarem rapidamente as regras internacionais destinadas a proporcionar o bem-estar dos animais. Basta não adquirir os produtos das empresas que ignoram essas regras e continuam impingindo maus tratos e sofrimento aos animais com agressão e crueldade, absolutamente desnecessárias, conforme se depreende da vasta literatura existente sobre o assunto.

Ademais e nesse mesmo diapasão, o consumidor consciente e o cidadão em geral, pode se recusar, de variadas formas, a emprestar o seu apoio aos rodeios e vaquejadas, às touradas, às brigas de galo, à farra do boi, à briga de cães, aos circos que utilizam animais em seus espetáculos e qualquer outro evento organizado para simples diversão ou para auferir ganhos comerciais à custa de maus tratos aos animais.

O terceiro e último ponto da reflexão proposta neste artigo diz respeito à proteção legal e à tutela jurisdicional que deve ser buscada por qualquer cidadão ou por organizações de defesa dos animais, para impedir ou fazer cessar os maus tratos.

Para tanto, é possível invocar os seguintes fundamentos jurídicos:

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais, da UNESCO, celebrada na Bélgica em 1978, e subscrita pelo Brasil, que elenca entre os direitos dos animais o de “não ser humilhado para simples diversão ou ganhos comerciais”, bem como “não ser submetido a sofrimentos físicos ou comportamentais antinaturais”.

A Carta da Terra criada na RIO+5, em seu art. 14, diz que devemos tratar todas as criaturas decentemente e protegê-las da crueldade, sofrimento e matança desnecessária.

Além disso, provocar lesões físicas e maus tratos aos animais passou a ser crime ambiental, com o advento da Lei nº 9.605, de 13.02.98, que fixa pena de detenção de três meses a um ano, e multa.

O Decreto Federal nº 24.645/34, na parte que ainda vigora, elenca nos artigos 3º ao 8º os atos da conduta humana que são considerados maus tratos aos animais.

Também constitui crime abandonar animal de estimação infringindo-lhe fome e desabrigo.

Existem ainda leis específicas que tratam da utilização de animais em experimentos científicos.

Apesar da legislação protecionista existente, os animais continuarão absolutamente indefesos e dependentes dos humanos para fazer valer essas normas que lhes são favoráveis.

Seria um bom começo admitir que no âmbito do nosso País para assegurar aos animais os benefícios dessas normas é indispensável que os brasileiros assumam essa tarefa como um dever de todos.

E para terminar, cito um texto do norte-americano Arthur O. Lovejoy (1.873 – 1962), filósofo e historiador de idéias.

“ O fato principal é evidente. Todos nós consideramos o espetáculo da conduta humana em nossa época assustador de ser contemplado; todos concordamos que o mundo está numa confusão horrenda, e que se trata de uma confusão criada pelo homem; e não há tema de discurso público que seja atualmente mais corriqueiro do que o trágico paradoxo do espantoso avanço do homem moderno em conhecimento e em poder sobre o ambiente físico, e seu completo fracasso até agora em transformar-se num ser apto a ser investido de tal conhecimento e poder.”.