Archive for March, 2009

Mick Hucknall (Tribute To Bobby)

Friday, March 27th, 2009

 

hucknall

 

Hucknall -Tribute To Bobby é um daqueles discos que quando a gente escuta pela primeira vez dá vontade de levantar os braços para o céu e agradecer a Deus por estar vivo. É um dos melhores discos que tive o prazer de escutar nos últimos tempos.

Todos nós já conhecemos bem o enorme talento de Mick Hucknall não apenas pela sua voz maravilhosa, como também pelos inúmeros sucessos que ele junto com o grupo Simply Red produziu. Acho que não existe nenhuma pessoa nesse planeta que ainda não escutou alguma música deles.

O disco é uma linda homenagem que ele faz ao seu maior ídolo de todos os tempos – o fantástico e legendário Bobby Bland, cantor americano que durante os anos 50 transformou a cenário do Blues e do Soul com seu estilo inovador e marcante.

Existem artistas que com o passar dos tempos evoluem de uma forma extraordinária, que se transforman e se tornam muito mais completos, Hucknall é sem dúvida um deles. Hoje, aos 49 anos de idade, ele consegue moldar e interpretar com sua “voz de veludo” arranjos e notas musicais que poucos artistas se atravem a tentar. O maravilhoso B.B King é o primeiro a dizer que Hucknall é em sua opinião o melhor cantor de Soul Blues de todos os tempos. Concordo plenamente com o grande mestre.

Fico muito feliz de poder publicar e compartilhar com todos vocês esta preciosidade musical…enjoy the vibes!!

Um ótimo fim de semana a todos.

 

Farther Up The Road

Ain’t That Lovin’ You

I’m Too Far Gone (To Turn Around)

Poverty

Yolanda

Stormy Monday Blues

I Wouldn’t Treat A Dog (The Way You Treated Me)

I’ll Take Care Of You

Chains Of Love

I Pity The Fool

Cry, Cry, Cry

Lead Me On

 

Os Meus Ouvidos

Monday, March 23rd, 2009

 

Há um tempo atrás em certa ocasião, uma amiga concedeu-me o titulo de melhor pessoa pra se conversar que ela conhecia. Julgando pelo extenso circulo de convivência desta amiga, fiquei, por hora, enaltecido com o elogio. Porém. Pensando sobre o mesmo horas depois, a exaltação da minha vaidade com o elogio perdeu status. Pois me lembrei de um fato fundamental em uma conversa, para se conversar impreterivelmente temos que conversar com alguém, em um movimento de troca de forma que os dois falem. Na relação entre eu e essa minha amiga, horas depois do elogio me lembrei que quando ela dizia que conversávamos na verdade era outra coisa que por hora não sei classificar. Naquele caso eu só ouvia e ela só falava. Como então eu poderia ser uma pessoa boa pra se conversar? Talvez pela atenção que eu demonstrava aos proclames pessoais dela.

Vida que segue, anos depois, preservada pelo meu silêncio, minha capacidade de ouvir ficou intacta e cada vez mais valiosa. Elogios semelhantes ao que citei no inicio desta crônica ficaram comuns. Falando pouco e ouvindo muito continuei atraindo falantes necessitados de ouvidos. Dispus-me a ouvir de tudo, até os assuntos que nem de longe me interessavam. Ouvi, ouço e continuarei ouvindo. Pois muito do que sou hoje devo aos meus ouvidos, me arrisco a dizer que minha audição entre meus sentidos é o dominante, muito do que sou devo a ela.

Não dá para ouvir falando, logo me mantenho em silêncio para ouvir melhor. Isso faz algumas pessoas confundirem silêncio com tristeza, esse tipo de percepção é uma herança eterna dos poetas. Mais meu silêncio raras vezes pressupõe tristeza. Sou um simples ouvinte calado e, feliz por isso.

Afinal, muitas das poucas, mais festejadas amizades verdadeiras que tenho se beneficiam desta minha característica. Apenas ouvir. Talvez esteja ai o meu “IBOPE” pois procurar profissionais que desempenham esse tipo de função por “m” motivos nem sempre é atrativo. Afinal querendo ou não é uma coisa formalizada, que pressupõe aceitação de que precisamos de ajuda, o que já da “pano pra manga” mesmo sem levar em conta o investimento financeiro é uma exigência maior que a maioria das pessoas estão dispostas a submeter-se.

A todos aqueles que elegem meus ouvidos como merecedores de suas confissões saibam que eles se alegram mais e mais a cada palavra escutada. Me orgulho muito de meus ouvidos, sobretudo, de faze-los funcionar em um mundo onde as pessoas falam cada vez mais e ouvem cada vez menos o que vai me tornando uma pessoa rara.

Conseqüência: continuo ouvindo, pois minha audição é talvez a maior fonte para as idéias que sustentam meus textos.

 

Descascando a Bala

Sunday, March 15th, 2009

 

Texto de autoria de Maria Helena Runito Rodrigues de Souza e enviado pela amiga Lilian Rose Paccagnella Belentani:

 

Parece um detalhe minúsculo diante da grandiosidade do fato histórico que acabamos de presenciar, mas eu começo meu texto falando em quem? Nele, no Presidente Lula. Para ressaltar o que acho ser o vale profundo que separa nossos países.

Lula descasca uma bala, Obama a desembrulha. Lula joga o papel no chão e acha isso perfeitamente natural; insiste que no mundo todo isso nem seria notado. Obama, caso aceitasse comer uma bala durante solenidade oficial, poria o papel no bolso até poder jogá-lo numa lixeira. É um detalhe? É, mas daqueles fundamentais, como o sorriso da Mona Lisa: em toda a tela de da Vinci, quanta beleza, quanto talento, quantos simbolismos. Mas o que mais chama atenção? O pequeno detalhe do sorriso.

Obama foi eleito presidente dos EUA e não do mundo. Seu interesse primeiro é seu país e o povo americano. Problemas internos, muito sérios, não lhe vão faltar. Mas, pela primeira vez na história daquele país, foi eleito um homem mestiço, filho de um queniano e de uma jovem do Kansas, que passou parte da infância entre o Havaí e a Indonésia, teve oportunidade de conviver com crianças e jovens de outras nacionalidades, de conhecer outras religiões e filosofias, e que por mérito e esforço próprios cursou boas universidades na Costa Leste. Isso o diferencia de todos os outros presidentes americanos.

Sobretudo o diferencia de George W. Bush, rapaz muito rico, mas que até ser presidente da República nunca tinha ido além do México. E assim mesmo porque era muito perto de sua casa, talvez até considerasse aquele país a continuação de seu quintal.

A eleição foi uma festa, uma linda festa que congregou, e aí está sua maior beleza, a grande maioria dos americanos e não somente os brancos, anglo-saxões e protestantes. Os EUA celebraram aquilo que já deveria ter sido celebrado desde o fim da Guerra Civil, desde que imigrantes começaram a desembarcar de navios abarrotados de gente no porto de Nova York. Finalmente ouviram a voz da Estátua da Liberdade e responderam aos agourentos que achavam aquela grande nação à beira do desaparecimento. Como disse o presidente-eleito na noite de sua vitória: “Foi a resposta dada pelos jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, latinos, asiáticos, índios, homos, heteros, inválidos e não inválidos – somos e sempre seremos, os Estados Unidos da América”.

Barack Obama viu mais longe que os outros; não podemos desmerecer a luta e o sacrifício pessoal de Lincoln, de Martin Luther King, de Rosa Parks, dos meninos de Little Rock. Mas Obama viu que o que uniria o país era a força de seu “melting pot” em potencial, e não o ódio, não a vingança, não o punho cerrado, mas o abraço.

Pode ser que ele não consiga realizar o sonho das multidões que vibravam e choravam na noite de 4 para 5 de novembro. Seja como for, ele abriu a porta, derrubou barreiras, rasgou a picada, deu os primeiros passos. Torcida não lhe vai faltar.

Enquanto isso, no Brasil, o Chefe da Nação não diz duas palavras sem atiçar o fogo, sem jogar brancos contra negros, pobres contra ricos, instruídos contra iletrados, nordestinos contra sulistas, partidos contra partidos, povo contra a Imprensa, todos contra todos. Não fala, grita, berra. Esfalfado, ouve os uivos da platéia, acha que está sendo adorado, e parte para outro palanque.

Criou um Ministério da Integração Racial que é tudo que nós menos precisamos. Seu titular teve a idéia de criar a Delegacia do Negro! Se um negro é assaltado, ele vai procurar a delegacia dele, não uma delegacia qualquer.. Breve, delegacias para japoneses, coreanos, chineses… e o nome disso é Integração Racial.

“Espero que Obama (…) não vá gastar um ano sem resolver imediatamente a crise. Agora a crise pode ser debitada ao atual governo, mas um ano depois de ele tomar posse é dele também”, disse Lula. Quer dizer, o Obama não pode apelar para a herança maldita do Bush! E ainda: “Acho que ele é suficientemente inteligente para tomar as medidas para evitar que a crise continue”.

Pode deixar, Lula, Obama é brilhante. Peça ao Amorim para ler consigo o site que ele inaugurou logo no dia 5, Change.gov. Vá direto à política externa. É de chorar de emoção. Depois, leia todo o site e aprenda como se faz política respeitando o povo, o eleitor, o cidadão. O dado concreto, Lula, é que Change. gov é extraordinário!

As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender!

 

A Crise Segundo Einstein

Saturday, March 14th, 2009

 

Enviado pelo amigo Edu Bala.

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.

A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um.

Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”

Albert Einstein

 

Feliz 2009

Tuesday, March 10th, 2009

 

Incrível como a máxima colocada como título para esse artigo é verdade. Realmente na nossa encantada ilha da fantasia (e agora, frente à crise mundial, ilha de prosperidade) no Brasil o ano novo só começou depois do carnaval.

Falo com a evidência de quem observou o mercado se retrair, comprimir e depois, passados desfiles de escolas de sambas (mais pobre em recursos, agora sem financiamento do jogo do bicho), bailes de gala, praias e praças lotadas pela fuzarca geral, começa a trabalhar e produzir.

É uma cultura que deve ser esquecida pelo brasileiro, assim como a clássica lei de Gerson. Pra quem é muito novo, ou não sabe do que falo, faço a questão de explicar: 1970, Brasil tri-campeão mundial. Gérson, então capitão da seleção brasileira, aparece em um anúncio do presto barba da Gillette, dizendo, com todas as letras, que o importante na vida é tirar vantagem. Pode-se imaginar o impacto de tal afirmação no consciente coletivo brasileiro nas décadas seguintes. O típico brasileiro, a pelo menos bem pouco tempo atrás, é um malandro que adora passar a perna em quem quer que seja para ganhar nem que seja um troquinho. O jeitinho brasileiro foi multiplicado, em escala exponencial, por nosso querido capitão metido a garotão, Gérson.

Carecemos de heróis verdadeiros, de revolucionários de verdade, e não de simples filósofos de botequim, pseudamente indignados com a atual situação brasileira. Se por um lado nos beneficiamos com o conjunto de políticas econômicas e sociais implementadas pelo nosso governo nos últimos anos, por outro lado temos uma cultura fortemente enraizada do lucro fácil, do não estudar e sim trabalhar, do levar vantagem em tudo, da gambiarra.

Triste saber que adoramos um feriado, que adoramos um carnaval, uma praia, uma boca livre e o futebol de domingo, mas nos negamos a trabalhar mais tempo pra tentar melhorar de vida, que nos recusamos a realmente lutar por nossos direitos como cidadão, a realmente se indignar com a situação precária do ensino, da saúde e da segurança pública. Não é que não tem jeito, quando queremos realmente conseguimos dá um jeito. A opinião pública é manipulada e distorcida, de comum acordo com os grupos dominantes da televisão e mídia existente em nosso país. Pode parecer lugar comum e discurso antigo falar sobre isso, mas não é. Estamos tão ou mais influenciados como antes.

É fácil perceber raízes desse problema. Com a falta de educação, não conseguimos em nossa população seres críticos. Sem sermos seres críticos, ficamos mais passíveis a aceitar tudo que nos é dito de forma manipulada, disfarçada como verdade. Alguém pode argumentar que nunca tivemos tantos alunos matriculados no país. Mais uma vez concordo, mas com um agravante pior. Nosso ensino é precário, estamos na sala de aula, mas não aprendemos nada, ou aprendemos de forma atrasada, ainda baseado nos preceitos de Paulo Freire, atrasadíssimo em relação a nossa atual conjuntura. O governo se preocupa mais com a formação dos professores universitários do que com os do ensino básico, onde deveria ser o contrário, pois a base se aprende no começo.

Com tantas festas, feriados, carnaval, carnaval fora de época, imprensados, resta pouco tempo pra se basear no que realmente importa. Um exemplo de que a lei e a educação, quando bem aplicados, podem mudar nossa realidade se traduziu recentemente. Foi registrado um decréscimo de 33% nos índices de acidentes fatais no estado do Ceará, no período tipo como o mais violento do ano (carnaval). A punição rigorosa para quem se encontra bebendo e dirigindo deu certo, foi uma lei que “pegou”. Sinal de que precisamos de leis mais fortes, de um nível crítico maior, uma educação maior. É assim em todo país dito civilizado e de primeiro mundo ao redor do globo.

Deveríamos tomar tais resultados e exemplos que deram certo para tentarmos mudar e definitivamente ingressarmos no rol dos países sérios. Seria um excelente momento, tendo em vista a reestruturação mundial em progresso. Só que parece ser mais fácil permanecer roubando e alienando, deixando todos levarem vantagem em tostões sem real valor, enquanto poucos dominam, manipulam e roubam milhões, graças a ignorância e pouca criticidade alheia.

 

iPod Essentials (Vol.16)

Wednesday, March 4th, 2009

 

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A galera pediu…implorou…chorou…gritou…berrou e… aqui está! Mais uma super edição do exclusivo e tão esperado Ipod Essentials para ajudar a desopilar as nossas cabeçonas e limpar os ouvidos depois daquele sambão todo que rolou na avenida.

Ainda existe muita gente sofrendo e reclamando do tal PDCS: “Post Dramatic Carnaval Syndrome” – uma doença horrivel que faz a pessoa pensar que o carnaval nunca mais vai acabar. Um dos principais sintomas da doença é o som da bateria da Salgueiro bombando na sua cabeça sem parar. Ele geralmente chega durante a noite e só acaba de manhã. Em muitos casos, o barulho vem acompanhado de dores muito fortes no saco (faz ele ficar bem cheio e quase explodir). É uma coisa terrível que não desejo nem pro meu pior inimigo.

Mas não se preocupe. A cura já chegou graças ao Dr. Furreca. Aqui está ela. É só clicar para relaxar e esquecer daquela batucada infernal...happy vibes my friends!

 

Savage Garden – Hold Me

Supreme Beings of Leisure – Ghetto

Chris Brann – Between Them

Carleen Anderson – Mama Said

Blue Six – All I Need

Believe in Me – E-smoove’s Soul Mix

Babyface – For The Cool In You

Aquanote – Waiting

Charles Schillings – No Communication No Love

Crazy Penis – 3 play It Cool

Driza Bone – Catch A Fire

GreyBoy – Genevieve

Hooverphonic – Mad About You

Peter Malick feat. Norah Jones – New York City

Santana – Primavera

Solu Music – The Way I Feel