Archive for November, 2008

Brand New Heavies (Shelter)

Sunday, November 30th, 2008

 

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Mais um disco maravilhoso e raro que foi encontrado durante a limpeza geral que rolou aqui no estúdio durante o fim de semana. Quem bom!! Estava procurando por ele há tempos. De todos os discos do BNH lançados até hoje, este é sem dúvida um dos melhores.

Pra começar, foi o primeiro disco deles com a participação da sensacional Siedah Garrett que com a sua linda voz e estilo ajudou o BNH a conquistar uma popularidade ainda maior.

Quando o Brand New Heavies finalmente conseguiu lançar o Shelter em 1997, o R&B já passava por uma transição mais orgânica e bem diferente das suas raízes pioneiras.

Mesmo tendo sido fortemente influenciado pelo Acid Jazz, foi durante os anos 90 que o Brand New Heavies conseguiu incorporar outros elementos no seu enorme arsenal musical e com isso criar um som “crossover” bem original, inteligente, sedutivo e evolvente.

Sei que existe uma galera grande aqui no blog que adora o som deles e por isso resolvi publicá-lo.

Uma ótima semana a todos…enjoy the vibes!!!

 

You Can Do It

Shelter

You Got a Friend

Stay Gone

Sometimes

You are The Universe

Once is Twice Enough

Last To Know

I Like It

The Highest High

Feel Like Right

Day by Day

Crying Water

After Forever

 

A Orquestra dos Meninos

Friday, November 21st, 2008

 

Quando a gente chora não por causa de uma morte, não por causa de uma perda, por causa da fome, da depressão, do frio, da desesperança, por causa da miséria, mas quando a gente chora por causa da arte, somos divinamente privilegiados.

Quando recebemos um dom devemos usá-lo em toda sua plenitude e esplendor. E é isso que assistimos ao ver o filme “A orquestra dos Meninos”. Uma história genuinamente brasileira, uma tragédia latino-americana que felizmente tem final feliz.

Nós brasileiros somos um povo musical, do assovio a música clássica, do samba do carnaval, passando pelo frevo dominical, pelo rock, funk até chegarmos as trilhas sonoras de nossas vidas.

O Brasil é um país embalado pelas canções, do canto indígena, das musicas regionais, dos cantos africanos, dos louvores nas igrejas, do Treinzinho Caipira de Heitor Villa Lobos, do Guarany de Carlos Gomes, do Maracatu, da Asa Branca do Gonzagão, das sinfonias de Guerra Peixe, do rock de Raul Seixas, não cabe aqui tantos talentos musicais desse meu país, enfim o Brasil é uma grande árvore e nós brasileiros seus passarinhos cantando em seus galhos a cada amanhecer e pôr-do-sol.

O filme “A orquestra dos Meninos” conta a história de Mozart Vieira, um maestro nascido no Agreste pernambucano que desde pequeno sentia a música através dos sons da natureza. E ele fez disso sua vocação, criou uma orquestra em pleno sertão, recrutou meninos que acreditaram no seu sonho e sem recursos fez a música sair de dentro deles. E quando a música sai de dentro das pessoas não importa quem elas sejam ou onde elas vivam, a melodia prevalece sobre o caos. A música é a harmonia perfeita entre os seres humanos.

Mozart, músico e professor, formou a Orquestra Sinfônica do Agreste, utilizando menores que estariam normalmente pegando em enxadas, e não em tubas e oboés. Porém há alguns anos, foi acusado de ter promovido o seqüestro de um de seus alunos, que apareceu com sinais de agressão. Isso lhe rendeu um escândalo e um penoso processo judicial, arquivado após manifestações de solidariedade de músicos famosos, como Ivan Lins. Foi uma armação de “coronéis” da política local, temerosos de que o maestro usasse a popularidade para disputar algum cargo político.

Há duas mensagens nesse filme uma linda e maravilhosa, outra feia e tenebrosa.

Primeiro a má. Nosso país é uma nação sem educação e que, em bolsões de ignorância arcaica, vê o conhecimento como algo que precisa ser destruído, e não estimulado.

A boa. É que no Brasil, cada um de nós, sonhadores ou não, compomos através de nossas vidas nossas próprias canções, e a música é uma celebração da nossa existência, todos nós temos sempre um motivo pra cantar.

 

New Order (Best Remixes)

Thursday, November 13th, 2008

 

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Saudações!!

Estava organizando os meus discos quando encontrei esta maravilha. Pra você que gosta do New Orderwelcome to the party! Este é sem dúvida o melhor disco deles. Um que não pode faltar na sua coleção.

Existem muitos remixes do New Order por aí, mas infelizmente nunca existiu uma compilação de remixes completa, original, inteligente e bem produzida. Até agora.

O disco não é novidade. Foi lançado em 2005, mas tenho certeza que existe muita gente que ainda não ouviu.

Prepare-se para ouvir os melhores remixes da banda produzidos pelos mais famosos DJ’s/Produtores do planeta: Kevin Sanderson, Steve “Silk” Hurley, Felix Da Housecat, Shep Pettibone entre outros.

É hora de ajustar o seu headset e aumentar o volume…enjoy the music!

 

Ruined in a Day (Reunited Dance Remix)

Regret (Peter Hook & Bernard Sumner Studio Remix)

Jetstream (Richard X Remix)

Bizarre Love Triangle (Shep Pettibone Extended Dance Remix)

Fine Time (Steve “Silk” Hurley Remix)

Crystal (John Creamer & Stephanie K Main Remix)

Word In Motion (Carabiniere Mix)

Word (Perfecto Mix)

Here to Stay (Felix Da Housecat Extended Glitz Mix)

Krafty (Vocal Remix)

Round and Round (Kevin Sanderson Extended)

Spooky (Out of Order Mix)

The Perfect Kiss (Live Version)

State of Nation (Late Mix)

 

OBRAHMA

Tuesday, November 11th, 2008

 

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Hope

Wednesday, November 5th, 2008

 

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O Alfabeto

Sunday, November 2nd, 2008

 

Letra A – Abre-alas do alfabeto. Talvez por isso tenha se tornado tão arrogante e ambiciosa. Mete-se em quase tudo que a gente fala ou escreve. Sua única característica simpática é a de ser a responsável pela designação das coisas do gênero feminino. Também é a culpada pela crase, por puro assanhamento.

Letra B – Se não é a mais bonita, certamente é a mais sensual. É a única na qual eu tenho vontade de dar um beliscão. Conseguem imaginar a palavra bunda iniciando por outra letra? Beleza pura.

Letra C – Parece uma boca aberta. Por causa disso originou palavras como canto e comunicação. Tenta revogar o uso da palavra alfabeto na língua portuguesa, argumenta que é um termo de origem estrangeira e que o certo seria usar apenas abecedário. Cínica.

Letra D – Sente-se depreciada. Descobriu que não é nada além do que a metade de um B, e, para piorar a situação, a metade de baixo. Desenvolveu enorme complexo de inferioridade. Deprimente.

Letra E – Tentou abandonar o alfabeto e arranjar um emprego como ancinho. Como não tinha cabo, e ancinho nem sequer começa com E, não conseguiu. Esquisita.

Letra F – Muito perigosa, se empunhada pelo cabo torna-se uma arma. Não é à toa que originou palavras como: faca, ferimento, fatalidade… Letrinha foda.

Letra G – Também parece uma boca aberta, só que uma boca cheia. Os colegas de alfabeto tratam-na, gentilmente, por gordinha. A palavra que mais gosta de formar é guloseima. É uma glutona.

Letra H – Muito estranha. Quando comanda a palavra faz questão de não ser notada. Quando se coloca dentro de uma, costuma ou arrumar problemas com o pobre do X ou diminuir o tamanho das coisas. Somente é apreciada pelos compositores de bossa-nova. Um tanto hermética.

Letra I – Se o D tem complexo de inferioridade, imaginem esta de agora. Tão magra que mal se nota a sua presença nas palavras. Algumas inclusive pararam de utilizá-la, o que não é de admirar. Sobrou-lhe dar origem a palavras como: imbecilidade, inaptidão, idiotice, incompetência e coisas do gênero. Completamente insignificante.

Letra J – Lembra um I que está sempre sentado, descansando. Coisa de velho, o que é estranho para quem é responsável por juventude e jovialidade. Deve ser pura janotice.

Letra K ( em memória ) – Já foi tarde. Só servia para complicar a grafia de nomes femininos como Carim e Cátia. Letrinha Kalhorda.

Letra L – Devagar, quase parando. Culpa provavelmente do pé grande. Se acha grande coisa só porque a palavra letra começa com ela, mas na verdade é mais reconhecida por palavras como langor e lentidão, e pelo tamanho do pé. Uma verdadeira lesma lerda.

Letra M – Igual uma galinha com as asas abertas para abrigar os pintinhos. Muito maternal

Letra N – Não gosto dela. Acho meio sem personalidade, quase uma nulidade. Nada mais a declarar.

Letra O – Normalmente utilizada para designar as coisas do gênero masculino. Letra desagradável, inclusive na forma que parece a de um cu.

Letra P – A maior responsável pela pornografia na língua portuguesa. Deu origem à denominação dos principais palavrões e perversões conhecidos. Culpada pela existência de obscenidades como pênis, pederasta e presidente, entre várias outras. Uma puta.

Letra Q – Sempre achei que cu deveria se escrever com ela. Tem até o rabo.

Letra R – Quase sempre ela é bastante razoável. Nunca porém quando resolve andar aos pares, torna-se então, junto com o fumo e o álcool, uma das principais causas de irritação da garganta.

Letra S – Uma serpente. Sempre arrumando confusão com as outras. Tem predileção especial por implicar com o C e o Z mas não poupa nem o infeliz do X. Quando o C conseguiu um cedilha para se defender, ela passou a andar em dupla. Sacana.

Letra T – Na verdade não é uma letra e sim um taco. Deve ser utilizado ao inverso do que está. Segure a parte vertical com as duas mãos e bata com a horizontal, de preferência na letra O .

Letra U – Se tivesse alça seria um penico. Em todo o caso, se o aperto for grande, pode urinar dentro dela, mas depois despeje e seque. Não gosta de ficar úmida.

Letra V – Parece um U de regime mas não é. Foi criada especialmente para denominar os principais órgãos sexuais femininos. Causa muito nobre. Só que depois ficou com vergonha e inventou a virgindade. É verdade, juro.

Letra W ( em memória ) – Foi sacaneada. Invejosos, o U e o V uniram-se e pediram sua eliminação. “Ou ela ou nós duas” foi o ultimato que deram. Na disputa até que o W estava se dando bem, principalmente contra o V que só vale metade dele. Desistiu quando o U desfilou na sua frente ostentando um trema. Não precisou ser eliminada, suicidou-se.

Letra X – Vive atormentada. Sabe que é a próxima que está sujeita a ser eliminada. Sua única esperança é que sem ela a Xuxa passaria a ser uma mama e todos a preferem assim como é, com as duas e mais o resto. Letrinha xaropona.

Letra Y ( em memória ) – Retirada por pressão da igreja católica. Os seminaristas não podiam vê-la sem imediatamente imaginar aqueles montes de vênus que aparecem nas pinturas bíblicas. Corriam para o banheiro interrompendo as aulas de teologia. Ydiotas.

Letra Z – Nunca entendi porque o primeiro algarismo é escrito com a última letra. Zero para este alfabeto.