Archive for September, 2008

Palavras Mágicas

Monday, September 29th, 2008

 

Palavras mágicas são aquelas que abrem portas. Nada complicado como abracadabra ou qualquer coisa do gênero. São aquelas simples mesmo do dia-a-dia e que ficam tão corriqueiras que muitas vezes nos esquecemos.

É incostestável o poder das palavras nas nossas vidas. As que dizemos e as que calamos; as que saem do olhar, as que são ditas com lágrimas, as que fluem de um sorriso, as que são gritadas em silêncios que machucam…

… e aquelas tão simples que parecem banais demais, mas que nos tornam pessoas educadas, simpáticas, agradáveis e que nem precisam de estudos ou sermos adultos para que façam parte do nosso vocabulário.

Um “obrigado” substitui centenas de outras palavras; um “bom dia” pode ser o primeiro raio de sol na nossa janela, assim como um “boa noite” o último raio de luar da noite.”Com licença” abre caminhos e “perdão” e “desculpe” derretem corações e podem trazer oportunidades que estavam perdidas para sempre. O “por favor” faz hesitar o mais endurecido dos corações e pode até fazer com que mude de idéia.

“Você é importante pra mim” eleva a auto-estima; “você vai vencer” nos dá coragem para prosseguir e, enfim, as mais poderosas de todas as palavras: “amo você!” Nessas palavras estão incluídos dicionários inteiros, até mesmo com as palavras que desconhecemos.

A gentileza é uma arte que não nos custa nada e que nos trás enormes benefícios. O mundo não nos pertence e não vivemos isolados como ilhas no meio do oceano. Fazer uso das palavrinhas mágicas no nosso dia-a-dia não só vai nos tornar pessoas mais simpáticas, vai também construir pontes entre nós e aqueles que o Senhor escolheu para fazerem parte da história da nossa vida.

Uma ótima semana a todos.

 

iPod Essentials Vol.15

Thursday, September 25th, 2008

 

Aproveitando esta nova edição do iPod Essentials (é, ela finalmente chegou) quero dar os parabéns aos dois aniversariantes do dia.

Primeiro, para a minha mãe. Essa mulher linda e maravilhosa que todo filho sempre sonha em ter. Confesso que sou uma pessoa de muita sorte. Ter uma mãe como a minha é realmente um presente de Deus. Um beijo enorme para você neste dia tão especial e mais ainda, parabéns pela sua enorme coragem diante disso tudo que vem acontecendo com o nosso querido Professor – o seu companheiro de quase 54 anos de vida e, que agora, infelizmente passa por uma situação muito triste de saúde. Peço a Deus todos os dias que continue a olhar por vocês dois e lhe dar forças para continuar a sua luta com muita saúde. Vocês estão sempre em minhas orações.

E segundo, para o nosso tão adorado Rádio que completa hoje mais um aninho de vida, esse veículo sensacional que nos traz tantas alegrias e emoções. Eu devo muito da minha vida ao Rádio. Foi atravéz dele que pude construir uma enorme audiência, conhecer gente, lugares e transformar positivamente a vida de muitos.

De todas as coisas boas que o Rádio me trouxe, a melhor delas foi a oportunidade de poder expressar livremente todos os meus sentimentos e de poder ajudar as pessoas.

Hoje, mesmo estando “fora do ar” por algum tempo, ainda continuo a receber elogios e um enorme carinho de todos. Isso me deixa muito feliz. Viva o Rádio!!

Vamos juntos celebrar este dia especial trazendo mais uma edição do Ipod Essentials. Espero que gostem…enjoy the music my friends.

 

Massive Attack – Be Thankful for What You’ve Got

Melissa Etheridge – I need to Wake Up (An Inconveniente Truth)

Annie Lennox – Hurting Time

Danny Tenaglia – World of Plenty (Julinho’s Awakening)

Seals & Crofts – Summer Breeze (Blog’s Remix)

Jackson Browne – These Days (Live Blog’s Exclusive)

Gothan Project – Santa Maria (Julinho’s Blog Remix)

Incognito – May Rain Sometime (Reality Blog Mix)

KT Tunstall – Suddenly I See (Radio Version)

Sofa Surfers – Can’t I Get a Witness (Thievery Corporation Remix)

One Block Radius – You Got Me (The Clean Version)

Martin Paige – In The House of Stone and Light

Fourplay – Between The Sheets (Titio Filgueira’s Anthem)

I:Cube – Deep End (Julinho’s Revision Mix)

Pet Shop Boys – New York City Boy (Lange Remix)

 

As Causas do Fracasso

Thursday, September 18th, 2008

 

As causas do fracasso se localizam numa área confusa e vasta: a cultura dentro da qual vivemos, nossas definições das duas palavras, sucesso e fracasso, nossa máscara psicológica individual. Devemos olhar o mundo como se apresenta diante de nós. Se conhecermos e conquistarmos mesmo algumas causas teremos removido os obstáculos mais obstinados da trilha para o verdadeiro sucesso. Ninguém pode fazê-lo por você. É você quem deve desobstruir sua própria trilha.

O primeiro obstáculo é aquele velho truque de pôr a culpa nos outros. Isso não é o mesmo que se preocupar com o que os outros pensam (têm ou fazem). É a atribuição real de responsabilidade aos outros. Um homem doente que acredita em bruxaria pergunta: “quem fez isto?” Ao passo que o homem que se orienta pela medicina pergunta: “o que me fez isto?” É a mente primitiva e imatura que busca a causa dos medos e fracassos fora de si mesma.

Poucos admitem: talvez o erro seja meu. Quando a punição é iminente, é instintivo culpar alguém. Não reconhecemos o fracasso pelo que é e, consequentemente, não podemos lidar com ele. Em lugar disso construímos homens de palha, os abatemos diversas vezes e perdemos dias numa batalha que não podemos vencer. A batalha que deveríamos estar travando se acha dentro de nós mesmos; a batalha que, se dermos valor, não podemos perder.

O segundo obstáculo é o oposto do primeiro: a tendência imediata de se culpar, mesmo em segredo. Em vez de combater o problema que está por trás do erro e lutar para resolvê-lo para evitar que aconteça de novo nós nos culpamos (como se fôssemos fracassados congênitos) e deixamos ficar. Esse é um modo de pensar pernicioso e uma prática perigosa. Planta em profundidade os sentimentos de inferioridade e insegurança que irão mais tarde florescer como ervas daninhas dominando “o jardim bemarrumado do pensamento”. Abraham Lincoln, que errou muitas vezes mas estava longe de ser um fracasso, disse certa vez: “Minha maior preocupação não é se errei, mas se estou contente com meu erro.”

Quando o General Willian F. Dean foi libertado pelos comunistas que o mantinham preso, conta-se que um jornalista perguntou o que o manteve vivo durante aqueles três anos de infortúnio. “Nunca senti pena de mim mesmo”, respondeu o general, ” e foi isso que me fez resistir”. A autopiedade atormenta mais pessoas do que qualquer outra coisa e eu diria que fazer a culpa recair sobre si mesmo é ainda pior, porque é uma das principais causas da autopiedade. Toda culpa fecha a porta para o autodesenvolvimento. Por trás da porta fechada a personalidade de alguém pode se retirar para sempre; pode definhar em extrema melancolia.

O terceiro obstáculo é não ter objetivos. Algumas pessoas passam pela escola como se estivessem fazendo um favor aos pais. No emprego, trabalham na mesma rotina monótona, interessados no contracheque no final do mês. Não possuem um objetivo.

Não ter objetivo é mau, mas ter um objetivo insignificante é pior. Existe uma história do cachorro que se vangloriava de ser capaz de correr mais do que qualquer coisa sobre quatro patas. Saiu em perseguição a um coelho, mas logo em seguida ficou para trás. Os outros cachorros riram de maneira zombeteira. Ele deu os ombros: “não esqueçam que o coelho corria para salvar a sua vida. Eu corria apenas pelo prazer de pegá-lo.” Muitas pessoas desperdiçam talentos às custas dos outros, em prazeres sem valor.

Outros estão sempre esperando que alguma coisa aconteça. O objetivo é uma “chance”. Esperam pelo barco das ilusões perdidas e os instintos pela vida atrofiam seus cérebros e seus corpos. Quando o barco atraca, não estão prontos. Alguns insistem em ficar esperando, que a juventude passa e as oportunidades também. Não importa se nos sentimos entusiasmados ou desapontados, ocupados ou entediados. Isso é a vida…e está passando… O que estamos esperando?

O quarto obstáculo é escolher os objetivos errados. Os chineses falam de um homem de Beijing que sonhava com ouro. Um dia ele vestiu seus melhores trajes e se dirigiu ao mercado apinhado de gente. Foi diretamente para a barraca de um comerciante de ouro, roubou uma bolsa cheia de moedas de ouro e foi-se embora calmamente. Os guardas que o prenderam ficaram atordoados: “Porque você roubou o comerciante de ouro em plena luz do dia? perguntaram: “E na presença de tanta gente? “Eu não vi ninguém. Só vi o ouro”.

Quando o ouro ou a glória, o poder ou a posição se tornam uma idéia fixa, normalmente ficamos cegos não só para as necessidades dos outros mas também para as nossas próprias necessidades. Descobrir depois de muitos anos de luta que alcançar o objetivo de nossos esforços não trará felicidade, é muito triste. A maioria de nós acoberta o erro através dos anos pois mais nenhuma escolha é possível. Aqui está um paradoxo perigoso: a maior parte de nossas opções é feita quando ainda somos jovens; mesmo assim o homem responsável não pode seguir conselhos, deve descobrir por si mesmo tudo sobre a vida. É necessário uma grande honestidade e seriedade para fazer uma escolha confiante e firme antes que seja tarde demais.

Um discípulo de Confúcio estava pescando. O Príncipe de Ch’u mandou dois funcionários lhe perguntarem se ele assumiria a administração da herança de Ch’u. O discípulo os ignorou e continuou pescando. Pressionado para dar uma resposta, disse: – Ouvi dizer que em Ch’u existe uma tartaruga sagrada, morta a 300 anos. O príncipe mantém a tartaruga numa arca sobre o altar do templo de seus ancestrais. “Pergunto a vocês: esta tartaruga preferiria estar morta e sendo venerada, ou viva e arrastando o rabo na lama?. Viva e arrastando o rabo na lama” responderam. “Vão embora!” disse Chuang-tzu. “Eu também arrastarei meu rabo na lama!”

O Quinto obstáculo é o atalho. “Maureen Conolly de 16 anos, derrotou Doris Hart nas semifinais do Torneio de Simples para Mulheres. Sua adversária, segundo os especialistas, nunca jogou melhor. Mas a campeã de Wimbledon e favorita do torneio não foi páreo para a adolescente da Califórnia e foi derrotada set após set. Mary H. Hare, ex-campeã inglesa e veterana da Copa Wightman, correu para o salão de jantar a fim de cumprimentar a Srta. Conolly. Mary disse à Maureen: “se puder ficar pronta em 30 minutos eu gostaria de treinar!” Jogaram por mais de uma hora. No dia seguinte, Maureen ganhou o Campeonato Nacional.

Uma corrente elétrica seguirá a linha de menor resistência; mas uma lâmpada se acende é exatamente porque ali há resistência. Muitos escolhem instintivamente o caminho mais rápido, fácil e curto para o sucesso, apenas para descobrir que o sucesso era ilusório; que a lâmpada não acendeu. Nenhuma conquista pode ser alcançada sem um trabalho árduo. Muitas vezes o atalho, a linha de menor resistência, é responsável pelo sucesso insatisfatório e efêmero. Muitas vezes o atalho é responsável pela escolha dos objetivos inadequados.

Existem outros atalhos. Um deles é a recusa em observar as regras de decência e honestidade estabelecidas. Um grande número de nossos homens de negócios de grande categoria poderiam ter sido tão ricos, tão poderosos, porém mais respeitados e infinitamente mais felizes, se tivessem tomado e estrada mais longa e mais lenta da absoluta integridade ética e decência moral.

O hábito de negociar trapaceando e guiar-se pela crueldade pareceu necessário ao sucesso; foi certamente mais rápido e mais lucrativo. Barnum estava certo num ponto: a cada minuto nasce um otário. E agradeça a Deus pelos otários da decência, são o sal da terra. São aqueles nos quais a possibilidade de felicidade não morreu.

O Sexto obstáculo é exatamente o oposto do quinto: escolher a longa estrada. Existe um velho ditado que diz que o caminho mais longo é o mais curto (e o mais doce) para casa. Isso pode ser muitas vezes verdade no amor, mas nem sempre na vida.

Diz-se que Einstein, quando solicitado certa vez para explicar sua teoria da relatividade, respondeu que talvez o exemplo mais simples que poderia oferecer fosse o seguinte: quando um rapaz passa uma hora com uma garota que ama, parece um minuto, mas se esse mesmo rapaz fosse obrigado a se sentar sobre um fogão quente durante um minuto acharia que foi por uma hora. Contudo, estamos falando da realidade e não da relatividade.

Existem homens que morrem subitamente logo no momento em que faziam planos para usar sua fortuna arduamente acumulada. A sua família descreve a longa e difícil estrada que percorreram para conquistar o sucesso e que quando poderiam estar tranqüilos e “ter tudo a que tinham direito”, foram levados.

Foi uma pena que eles não tivessem parado mais cedo na estrada; que não tivessem ficado satisfeitos com menos sucesso material e se realizado antes… O caminho mais longo nem sempre é a melhor maneira de chegar em casa. Muitas vezes, se você espera ou viaja demais, nunca chega em casa.

O Sétimo obstáculo é negligenciar pequenas coisas. Esta história provavelmente é apócrifa, contudo bastante reveladora: O Presidente McKinley estava num dilema; precisava escolher um entre dois homens igualmente capazes para um alto posto diplomático. Ambos eram velhos amigos. Lhe veio à memória um fato que o ajudou a tomar a decisão.

Numa noite chuvosa, Mckinley tomou um bonde e ocupou o último banco vago, na parte traseira, quando uma velha lavadeira subiu com uma pesada cesta de roupas. Permaneceu de pé no corredor; e apesar de sua idade e de sua aparência de desânimo, ninguém lhe cedeu o lugar. Um dos candidatos dele, bem mais jovem nessa época, estava sentado perto dela, imerso na leitura do jornal, e cuidou de permanecer assim, de forma a poder ignorar a presença da velha. McKinley levantou-se, dirigiu-se para a mulher, apanhou a cesta e conduziu a mulher até o seu lugar. O homem não ergueu os olhos, não soube o que aconteceu, nem nunca veio a saber que seu ato de egoísmo, mais tarde, o privou de uma embaixada, o coroamento de sua ambição.

Existem milhares de histórias que realçam a importância de pequenas coisas. Um documento sem assinar, pedaços de carvão em brasa deixados na lareira; Edison perdeu uma patente devido a um ponto decimal fora de lugar. Nenhum homem e nenhuma tarefa são pequenos. O bom executivo mantém seu dedo sobre as coisas pequenas, pois se forem mal conduzidas, podem vir a se tornar grandes problemas. Devemos prestar atenção aos detalhes; devemos zelar por eles.

O oitavo obstáculo é desistir cedo demais. Rafael Solano, desencorajado e fisicamente exausto, sentou-se à margem do leito seco do rio e anunciou para seus dois companheiros: “Chega! Não adianta ir mais longe. Vocês vêem esta pequena pedra? Completa as 999.999 que apanhei e até aqui nenhum diamante. Se eu apanhar mais uma completará um milhão… mas de que serve? Desisto”.

Foi em 1942; os três homens passaram meses garimpando diamantes em cursos d’água na Venezuela. Trabalharam encurvados, apanhando pedrinhas, desejando por um único sinal de diamantes. Estavam em farrapos mas nunca haviam pensado em desistir até Solano dizer “chega”. Um deles respondeu: “Apanhe mais uma e complete um milhão”. “Está bem” disse Solano e, curvando-se enfiou a mão numa pilha de seixos e disse: “Aqui está!”. Mas a pedra era muito pesada. Então gritou: “Meu Deus é um diamante!!” Um comerciante de jóias de Nova York, pagou a ele 200 mil dólares pelo milionésimo seixo. Seu nome é Liberator`, o maior e mais puro diamante jamais encontrado.

Um velho aforismo de caçador nos ensina que metade dos fracassos em nossas vidas são causados por segurar o cavalo no meio do salto. Muitas vezes o que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso não é o começo errado, mas a parada errada.

O nono obstáculo é o fardo do passado. Durante toda a vida precisamos viver com nossas lembranças, ao envelhecermos passamos a depender cada vez mais delas, até que um dia talvez sejam tudo que deixamos. Podem ser depressivas, amargas, humilhantes e atormentadoras, ou alegres, simpáticas, confortantes e que nos proporcionam respeito por nós mesmos. As coisas que entraram são as que sairão, não importa se as colocamos lá ou se fomos obrigados a recebê-las.

As lembranças depressivas tendem a congelar e a endurecer; carregamos essas lembranças como fardos e perdemos nossa capacidade de transformá-las em energia criativa.

A preocupação com o passado é sempre um refúgio. Uma velha piada de caçador nos mostra isso: dois caçadores num safári encurralaram um leão que, em vez de atacar, girou o rabo e desapareceu no matagal. Aterrorizado, um dos caçadores gaguejou: “Você vai na frente e vê para onde ele foi. Vou voltar e ver de onde ele veio.” Muitas vezes reagimos como esse caçador. Os problemas de amanhã são desconhecidos; podem causar novos sofrimentos. Os de ontem estão superados; ainda são dolorosos mas o sofrimento é familiar, quase confortável.

“Irei a qualquer lugar, desde que esteja à minha frente”. Essa é uma idéia nem sempre possível na prática. Há momentos em que precisamos dar um passo ou dois atrás para nos orientarmos. Mas nossos impulsos devem estar na frente, nossos instintos devem ser pelo avanço. Lembre-se que a vida é desenvolvimento e, ao parar de nos desenvolvermos, ao temermos o novo, negamos a vida.

O décimo obstáculo é a ilusão do sucesso. O sucesso é uma deusa caprichosa. Muitos de nós somos iludidos por um acontecimento, uma realização. Tem todas as marcas de sucesso, ou outros agem como se fosse sucesso; mas não nos satisfaz. Nós damos de ombros às nossas dúvidas; concordamos haver chegado; vestimos uma máscara e aceitamos a elevada opinião popular acerca de nós. Neste ponto paramos de tentar sermos nós mesmos. Recebemos elogios ou dinheiro, o identificamos com a felicidade e presumimos que o sucesso seja nosso. Qualquer realização posterior parece desnecessária. Abdicamos o direito de prosseguir até o verdadeiro sucesso.

Napoleão certa vez disse: “o momento mais perigoso vem com a vitória”. A conquista do sucesso é mais precária quando aparenta ser permanente. Instala-se um excesso de autoconfiança; e quando um novo problema aparece ficamos perplexos e amargos: como posso ter problemas agora se já fui bem-sucedido?

A resposta é que o sucesso sendo caprichoso, deve ser continuamente cortejado; não pode ser conquistado para sempre.

A vitória perde seu valor a menos que a utilizemos para fins ainda maiores. Talleyrand disse: “um homem pode fazer tudo com uma espada, menos sentar em cima dela”. O mesmo se aplica ao sucesso

 

A Sabedoria da Natureza

Saturday, September 13th, 2008

 

A Natureza sempre faz sua parte, procurando nos ensinar a viver, mas nem sempre sabemos aproveitar seus ensinamentos, e quando conseguimos captar essas lições, verificamos que a sabedoria da Natureza sempre inspirou os homens em suas descobertas.

Podemos facilmente concluir que todas as grandes invenções, foram fruto da curiosidade e da mente inventiva de alguns iluminados que, observando a Natureza com a curiosidade de uma criança, conseguiram descobrir os meios para desenvolver seus inventos.

Senão vejamos. Foi observando os pássaros em suas evoluções que surgiu a idéia de que poderíamos também voar. E Ícaro foi o precursor dos jatos de hoje.

Foi observando o castor a represar a água, que o homem descobriu que poderia usar a força da água em seu benefício.

E não podemos nos esquecer de que a calma da tartaruga nos ensina o segredo de uma longa vida, e que o espírito de organização das formigas ensina como viver em mundo global, com cada qual cuidando de sua parte.

Contudo, nem tudo é bem entendido, pois a história do galo mandar no galinheiro, foi mal assimilada pelos homens, provando que nem tudo é perfeito.

É importante sabermos nos harmonizar com os elementos da Natureza, tais como a terra, o fogo, a água e o ar, pois sabemos que o desequilíbrio de um deles pode destruir todo o sistema. A Natureza tem seus meios de controle, e se o homem não souber usá-los pode por tudo a perder, como, aliás, se cansa de fazer.

Uma das maiores forças da Natureza, senão a maior de todas, é a água, e é justamente ela que nos dá as maiores lições de vida, e que deveríamos muito bem assimilar. Vejam como a água enfrenta os obstáculos que encontra em seu caminho, analisando o percurso de um rio. Em sua nascente, um fiozinho de água, correndo placidamente, saltando sobre pedras, pulando obstáculos, e não tem medo de dar grandes saltos para prosseguir em sua caminhada. Sabe aliar-se a outros que vão surgindo. Não se preocupa em saber quem é o mais forte, pois sabe que é a união que faz a força, aproveitando bem todo o seu poder, e se unifica ao encontrar qualquer porção semelhante. Sabe receber mais água, venha de onde vier. Não tem preconceito com este ou aquele tipo de água. Seja da chuva, seja de rios barrentos, seja de rios poluídos, as águas se encontram e se diluem, movimentando-se pela terra em perfeita harmonia. É capaz de se amoldar a qualquer ambiente, congelando-se para suportar o frio, ou gaseificando-se quando o calor for muito forte. É capaz de enfrentar e dominar o fogo. E finalmente quando chega até o mar, não cria barreiras pela diferença “racial” existente. Apenas une-se ao mar, formando a grande massa líquida que domina o mundo.

Já está mais que na hora de sermos como a água, aprendendo a grande lição que ela nos oferece, esquecendo preconceitos e diferenças raciais, sociais ou sejam quais forem, pois somente com uma boa e sólida união poderemos realmente descobrir como bem viver, e sobreviver.

Precisamos aprender a deixar passar certas coisas, e, ao invés de sempre querer provar que somos os melhores em alguma coisa, precisamos aprender a mudar de rumo e contornar obstáculos, sem permitir que o desespero e o desalento, ou mesmo o orgulho nos dominem. Quando preciso for, adquirir a dureza de um iceberg, ou então saber subir ao céu para uma eventual purificação, e voltar como uma chuva benfazeja.

O importante é aprender a grande lição da água, seguir em frente, até chegar ao grande objetivo da vida, até o nosso “mar particular”, cientes e conscientes de que obstáculos existem para serem transpostos. Tristezas que nos congelem a alma, poderão ser vencidas quando de novo o sol raiar, provocando seu degelo.

Raiva que nos faça ferver, acaba se evaporando, e assim poderemos voltar ao caminho antes trilhado. E além de tudo, a água sacia nossa sede, e realmente nos dá a vida. Por vezes ela se excede e causa desgraças com suas enchentes? Basta buscar as reais causas, e veremos que algo feito pelo homem provocou essa tragédia.

E diante de um belo copo de água, desejo a todos UMA BOA NOITE.

 

O Tempo Parece Acelerar

Thursday, September 4th, 2008

 

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Então… quando tempo suficiente houver passado, você perderá completamente a noção das horas, dos dias… ou anos. Estou exagerando para efeito didático, mas em essência é o que ocorreria. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Se alguém tirar estes sinais sensoriais da nossa vida, simplesmente perdemos a noção da passagem do tempo.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia. Para que não fiquemos loucos, o cérebro faz parecer que nós não vimos, não sentimos e não vivenciamos aqueles pensamentos automáticos, repetidos, iguais. Por isso, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e “apagando” as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir, tudo parece muito complicado, o câmbio, os espelhos, outros veículos… nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular (proibido no Brasil), ao mesmo tempo. E você usa apenas uma pequena “área” da atenção para isso. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa… são apagados de sua noção de passagem do tempo… Porque estou explicando isso? Que relação tem isso com a aparente aceleração do tempo? Tudo.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a rotina. Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a celaração do tempo: Mude e Marque. Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, de preferência para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e registre com fotos, cartões postais e cartas.

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe da formatura de sua turma, visite parentes distantes, vá a uma final de campeonato, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, ou faça os enfeites com frutas da região e a participação das crianças, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor — faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… em outras palavras…viva!! Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais vivo… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Se você não tiver mais a esposa, ou o marido, cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.