Archive for May, 2008

Route 66 (Road Revival)

Thursday, May 29th, 2008

 

 

Fasten your seat belts…e boa viagem!!Lets get our kicks on Route 66!!

 

LM Music Programa 13 (Parte 1)

LM Music Programa 13 (Parte 2)

LM Music Programa 13 (Parte 3)

LM Music Programa 13 (Parte 4)

 

LM Music Programa 61 (Parte 1)

LM Music Programa 61 (Parte 2)

LM Music Programa 61 (Parte 3)

LM Music Programa 61 (Parte 4)

 

Julinho's Pop Tracks Vol.3

Saturday, May 24th, 2008

 

 

ENJOY THE MUSIC…

 

Annie Lennox – A Thosusand Beautiful Things

Aqualung – Somenthing To Believe In

Love Spoonful – Summer In The City (2008 Summer Remaster)

Z Z Top – Gimme Some Lovin’ (Porto Escondido Wake-Up Call Song)

Phil Collins – Can’t Turn Back The Years

Pat Metheny – Last Train Home (Live Version)

Police – Driven To Tears (Live Version)

Trio Mocotó – Eu Também Quero Mocotó (Marchand’s Remix)

Bon Jovi & Richie Sambora – Dead or Alive (Live Version)

John Mellencamp – Forgiveness

Louis Armstrong – What a Beautiful World (Retriever’s Anthem)

Steve Winwood – My Love Is Leavin’ (Pathfinder’s iPod Version)

John Legend – Ordinary People (Live in Philadelphia)

David Gray – Please Forgive Me

John Zorn – The Quiet Surf (Sunset at Makaha Beach)

Tina Turner – The Best (Kitinha’s Song)

 

A Beleza Feminina

Saturday, May 17th, 2008

 

Muito se fala sobre a “beleza feminina”. Li um pensamento que achei sensacional: Ser bela, é ser bela por inteiro, no continente e no conteúdo, no exterior e no interior. Ser sábio, é saber valorizar o todo.

Quantas mulheres conhecemos que tem uma beleza física maravilhosa mas no interior são vazias. Elas passam, e não deixam marcas. Mas aquelas que deixam marcas profundas e incessantes em todos nós, são as mulheres cujo interior é digno de nota.

Aqui estão alguns exemplos: existiu mulher mais linda do que a Madre Teresa de Calcutá? Anita Garibaldi ou Joana D´Arc? Existem tantos outros exemplos que seria difícil escrever sobre todas elas. Essas mulheres, de extraordinária beleza interior marcaram sua passagem pelo mundo, e serão sempre lembradas. Do outro lado, existiram milhares de mulheres formosíssimas de quem jamais ouvimos falar. Marcaram sua época e simplesmente nada mais.

A beleza física é herdada pela genética. A beleza interior é adquirida com o passar do tempo.

Recomendo às mulheres mais jovens, que procurem rechear seu interior, pois a beleza física desaparece com o tempo, e se vocês não cuidarem do espírito, não terão mais nenhuma maneira de atrair a atenção sobre si. Na mesma medida que a beleza física vai embora, a maturidade vai revelando a beleza interior das mulheres. E é exatamente essa beleza que prende os homens, pelo menos os sábios.

A melhor maneira de se ver e sentir a beleza feminina é pela Internet, pois primeiro conhecemos o conteúdo das pessoas. De minha parte, tenho conhecido virtualmente mulheres belíssimas (pelo menos no meu ponto de vista). As mensagens que recebo delas são dignas de nota; algumas são poetas (tenho lido coisas lindas), outras são mulheres de ação, que se dedicam à criação de sites, blogs, forums e que simplesmente gostam de se comunicar (e o fazem muito bem). A companhia virtual de todas elas, sem nenhuma exceção, é uma coisa que gosto muito. Então, galera é essa a beleza que conta. Claro é que, quando à beleza interior, se alia a física, a coisa fica bem mais agradável tanto à mente quanto à vista.

Até agora, a grande maioria concordou com minha opinião sobre a REAL beleza feminina. Lógico que existem alguns que descordam. Afinal, toda a unanimidade é burra, ou falsa.

Aos que acham que a beleza física é fundamental, posso dizer que concordo em parte, pois como fonte de atração, claro que a beleza física é mais chamativa. Todavia, um bom observador sempre procurará ver além do físico. Procurará descobrir, digamos, uma chama interior que denuncie um bom conteúdo, se aquela beldade será capaz de prender a atenção por mais do que uma noite.
Contudo, para os que procuram apenas uma companhia eventual, o físico é primordial (até que a rima não ficou mal). Um encontro, um adeus. Nesses casos tem que haver a atração física. E é só o que importa.

Vamos ver a passagem dos anos. Aquela jovem tão bela, agora é uma senhora de meia idade na menopausada. Se ela só cuidou do físico, sem preencher seu interior com algo de bom, será uma frustrada a se olhar no espelho, lamentando a juventude perdida.Todavia, se ela se preparou internamente, se tem um conteúdo bom, certamente ao se olhar no espelho, vai admirar cada ruga, cada adiposidade, sabendo que é querida por muita gente, por ter sabido manter através do anos o seu brilho interior. Aquela que foi uma “jovem luminosa”, agora é uma “senhora luminosa”, admirada por sua capacidade, por seu “brilho interior”. E continuará linda aos 40, aos 50, aos 60, aos 70, aos 80 ou mais!!

O importante é manter a beleza espiritual intacta. Ela perdura para sempre. Portanto, minhas lindas “coroas”, nunca lamentem a beleza juvenil que se foi. Ela foi substituída, e com vantagem, pela beleza que vocês souberam manter através dos anos, ou seja, a beleza de seu espírito, que permaneceu jovem e lindo.

 

A Inconstitucionalidade dos Pedágios

Tuesday, May 13th, 2008

 

Esta semana, recebi do amigo Ismar Neuber um artigo muito interessante publicado no Jornal Agora do Rio Grande do Sul com a tese acadêmica da aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), intitulada “A Inconstitucionalidade dos Pedágios”. Achei que deveria repassar para você.

Ela apresenta no trabalho, através de vídeos explicativos, procedimentos que podem ser adotados nas praças de pedágios para garantir o direito de ir e vir, sem pagar a tarifa cobrada. “As cancelas podem ser ultrapassadas com facilidade, sem danificá-las ou o carro”, explica Márica dos Santos Silva, que já defendeu a tese e deverá se formar em agosto de 2008.

Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos “Direitos e Garantias Fundamentais”, o artigo 5 diz o seguinte: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” . E no inciso XV do artigo: “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”. A jovem acrescenta que “o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional. O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição”.

Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realizam contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas. “No momento que abasteço meu carro, estou pagando pedágio. Não é necessário eu pagar novamente. Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também”, enfatiza.

A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. “Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre. Não tem perigo algum e não arranha o carro”, conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja.

Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras. Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados.

Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. “Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado. Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra”, acrescenta. Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. “Não há o que defender ou explicar. A constituição clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional”, conclui.

A estudante apresentou o trabalho de conclusão do curso em novembro de 2007 e forma-se em agosto de 2008. Ela não sabe ainda que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos anti-pedágios.

Nunca pensei que pedágio poderia ser inconstitucional. Realmente ela pode ter razão pelo que afirma, mas imagino que uma empresa pode cobrar por seus serviços. Direito de ir e vir nós temos, mas estamos utilizando um serviço privado. O problema seria que não temos alternativa, ou viajamos e pagamos o pedágio ou ficamos em casa. Deveria existir sempre uma estrada pública e uma privada, para que possamos escolher se pagamos ou não. Eu não me incomodaria em pagar um pedágio barato, mas os preços atuais são absurdos. Logicamente adoraria não ter que pagar, adoraria morar num país governado por pessoas honestas que soubessem administrar nosso dinheiro, gastando de forma inteligente, de forma que não fosse necessário privatizar estradas.

 

Presence – All Systems Gone

Friday, May 9th, 2008

 

 

All Systems Gone é um disco incrível e muito gostoso de ouvir. Se você já conhece o som e os vocais do Massive Attack, com certeza irá gostar dele também. A razão é muito simples. O estilo é muito parecido e conta com a presença das maravilhosas vocalistas Shara Nelson e Sara Jay (ex-Massive) – as mesmas que nos trouxeram os sucessos “Unfinished Sympathy” e “Daydreaming” …lembra?

O Presence é um grupo criado e produzido pelo gurú Charles Webster – um músico inglês que começou sua carerira como DJ em Nottingham na Inglaterra e, que hoje é um dos produtores mais respeitados e inovadores da música dance underground. Ele criou um estilo bem diferente conseguindo incorporar vários elementos do house, techno, funk, lounge, soul, eletronic e até do folk em seus trabalhos. Uma salada muito gostosa e bem original.

Uma das coisas que mais admiro no trabalho do Webster é a sua simplicidade criativa. Seus discos sempre trazem linhas e arranjos minimalistas. Ele é daquela escola onde o simples é o bonito e o suficiente…adoro isso!!

Este disco é uma daquelas jóias raras que a gente nunca cansa de ouvir.

Fico muito feliz de poder compartilhar esta preciosidade com você. All Systems Gone é um dos meus discos favoritos. Espero que ele se torne um dos seus também.

Enjoy the music and the good vibes my friend!

 

Presence – Sense Of Danger

Presence – Better Days

Presence – Matter Of fact

Presence – Been 2 Long

Presence – Far, Far, Away From My Heart

Presence – Favour Nothing

Presence – Future Love

Presence – Keeping Count

Presence – The Strength Within

Presence – This Is You

Presence – Your Spirit

 

George Bush

Monday, May 5th, 2008

 

Nossa história começa em 1942, quando George H. W. Bush (o papai Bush), um jovem recém saído do secundário, aproveita-se da influência de seu pai, o Senador Prescott Bush (vovô Bush), para passar por cima dos regulamentos da marinha americana – que exigiam um mínimo de dois anos completos de faculdade para os candidatos a piloto – e torna-se o “mais jovem piloto da aviação naval”.

As conseqüências desse privilégio chegam dois anos depois.

Em 02/09/1944, quando o bombardeiro TBM Avenger que pilotava é atingido, o jovem entra em pânico e salta precipitadamente, deixando para trás os dois outros membros de sua tripulação, que jamais conseguiriam sair do aparelho e afundariam com ele para a morte e o esquecimento.

O nome desse avião era Barbara II, em homenagem à noiva do piloto. Que homenagem! Instrumento da morte e túmulo de dois companheiros abandonados. Pobre Bárbara! Melhor seria ter sido noiva de um juiz de futebol daqueles bem ladrões, que batizasse o próprio apito de Barbara II e depois anulasse três gols legítimos do time da casa…

Tempos depois, Bush contaria uma história diferente: seu avião estaria em chamas; ele teria sido obrigado a saltar, contra sua vontade… É uma história contraditória, com muitas versões. Mas a verdade veio à tona em 12/08/1988, quando a mais importante testemunha do acidente resolveu falar ao New York Post: “Ele (Bush) não está dizendo a verdade.” “Eu acho que ele poderia ter preservado aquelas vidas (…) se tivesse tentado um pouso forçado na água.” “(Aquele avião) jamais esteve em chamas.” (Artilheiro condecorado com a Cruz Voadora Chester Mierzejewksi, que voava a menos de 30 metros do cockpit de Bush, com visão direta deste).

Apesar de tudo, papai Bush, de influentes amigos, voltou para casa presenteado com uma medalha Cruz Voadora; e Bárbara cedeu à sua corte. Dessa união nasceu o G. W. Bush (pobre Bárbara!).

Mas antes de chegar lá, o irado rebento também teve sua anti-odisséia: alcoolismo, fracassos financeiros, fraudes e corrupção.

Em 1989, numa entrevista ao Time Magazine, Georginho colocou na boca do povo texano a seguinte pergunta sobre si próprio: “O que este garoto já fez na vida? Será que ele viveu apenas sob as asas do pai?” Isso em psicanálise chama-se projeção: colocar em um objeto externo um sentimento íntimo. Obviamente, era ao próprio Bush que a pergunta perturbava.

Mas, longe de não ter “feito nada”, ele havia sim é prejudicado muita gente. De 1986 a 1989, como diretor e consultor da Harken Energy Corp, Bush lesara acionista minoritários praticando pelo menos três delitos: “insider loans” (tomara empréstimos da própria empresa), “insider trading” (negociara ações, valendo-se de informações privilegiadas) e fraudes contábeis (para esconder prejuízos; muito parecidas com as da Enron).

Após eleger-se governador do Texas, Bush armou um esquema mais interessante. Ele nomeou o bilionário Thomas Hicks como presidente do Fundo de Investimentos da Universidade do Texas e modificou a legislação para lhe dar maior liberdade de gestão. Hicks investiu US$ 1,7 bilhões do fundo em companhias privadas, um terço disso em fundos geridos por ele próprio ou por associados. Hicks, em contrapartida, contribuiu alto para as campanhas de Bush, e comprou o time de baseball Texas Rangers, pagando a Bush US$ 15 milhões por sua parte, que havia custado apenas U$ 600 mil: lucro de 2.400%. Detalhe: o Rangers recebeu cerca de US$ 200 milhões em dinheiro público, incluindo terras para seu estádio (desapropriadas) na cidade de Arlington.

Hoje, a história continua, com a Halliburton Co (leia-se vice-presidente Cheney) ganhando obras de reconstrução no Iraque…

Quem é George Bush?

Um menino emocionalmente inseguro? Um alcoólatra? Um tirano ameaçador?

Sim. Todas essas coisas. Mas acima de tudo ele é uma farsa. Uma farsa não só eleitoral, não só para o público; mas uma farsa para si próprio, em sua mais profunda essência…

Se apenas papai Bush tivesse pego Bushezinho no colo, olhado em seus olhos e dito:

- Filho, papai errou. Papai teve medo e saltou daquele avião. Nós, humanos, somos assim mesmo: imperfeitos… Aceita, filho, tuas limitações; como eu aceito as minhas…

Talvez Bushezinho fosse menos infeliz, e o mundo tivesse um tirano a menos.