Archive for March, 2008

Arte de Envelhecer

Monday, March 24th, 2008

Na realidade, é a arte de saber envelhecer o físico, sem envilecer a alma, pois na verdade não podemos nos limitar a assistir a passagem do tempo. Sempre temos que fazer nossa parte para que a idade não nos impeça de viver como merecemos e queremos.

Temos que considerar, que a maturidade, na realidade, é o que nos permite viver em paz com aquilo que não podemos modificar, assim como também é o fato de saber o que podemos, se não modificar, pelo menos amenizar, para que os anos cheguem mais suavemente, sabendo usar nossa experiencia de vida.

O tempo sempre cobra seu tributo. Ninguém passa ileso. O que se deve fazer é tentar controlar seus efeitos para que não sejam tão devastadores.

Vamos ajudar nosso organismo a modificar um pouco os termos da cobrança do implacável credor que se chama TEMPO.

Quanto ao que é “imodificável” , temos que saber aceitar. Não adianta nos revoltarmos contra as mazelas que a idade provoca em nosso organismo. Temos é que saber administrar esses problemas.

Tomando os cuidados adequados, podemos sempre conseguir alguns adiamentos saudáveis, prosseguindo a todo vapor em nossa vida.

Devemos dentro do possível, manter nossos hábitos, acomodando-os com a nova realidade do organismo. Se não podemos mais correr na praia, passemos a caminhar acelerado enquanto der, diminuindo a marcha conforme o organismo for pedindo. O que não podemos, é parar.

Claro que isto se aplica a tudo na vida. A única atividade que não deve ser diminuída, é a prática da amizade, pois esta, além de não requerer qualquer esforço físico, ajuda a conservar a auto-estima, que é um fator importante nessa nossa luta pela sobrevivência.

Enfim, vamos encarar o bicho de frente, que é a melhor maneira de vencê-lo.

A melhor vitória que podemos conseguir sobre a velhice, é não permitir que ela subjugue nosso espírito, pois este tem sempre que permanecer jovem.

Como conseguir isso? Muito fácil. Basta sabermos nos adequar à passagem do tempo. Se tivermos que diminuir os exercícios físicos, podemos e devemos aumentar os exercícios intelectuais, lendo mais, ouvindo mais música, internetando mais. Enfim, nos mantermos vivos. Esse é o segredo. Trabalhar o cérebro.

Viajar também é bom e ajuda a conservar a juventude interior, além de manter o organismo em atividade.

Um velho amigo, que não sei se seria melhor chamá-lo de amigo velho (a colocação depende da maneira da pessoa pensar) um dia destes, encontrou-se comigo numa das esquinas da vida, e começou a desfiar um rosário de lamentações, dizendo que estava velho demais para começar qualquer coisa, que agora já se considerava com a missão cumprida, e só estava esperando chegar a hora.

Recomendei então que se deitasse, porque assim a espera seria mais confortável. Logicamente ele estranhou minhas palavras.

Aproveitei a deixa e lembrei de uma frase da minha coleção, se não me engano, de um tal John Barrymore, que disse qualquer coisa assim : “Um homem não está velho até que comece a lastimar, em vez de sonhar”.

Espero que esse meu amigo tenha captado bem o sentido da coisa, pois essa frase encerra uma grande, uma enorme verdade. Nunca, jamais, em tempo algum, em nenhuma circunstância, de maneira nenhuma, podemos nos entregar, deixar de ter algum objetivo, alguma meta, algum sonho para alcançarmos.

É exatamente esse “fogo interno” que nos conserva vivos, que nos permite achar que estamos fazendo jús ao lugar que ocupamos no mundo. Do contrário, passaremos a ser meros objetos decorativos.

Feliz Páscoa

Friday, March 21st, 2008

 

Em minha cesta de Páscoa, você encontrará muitos desejos para o amor e a felicidade, para a saúde e a prosperidade, para a sabedoria e o conhecimento, e para o prazer e o relax.

Desejo a você saúde, felicidades, alegria, equilíbrio, harmonia e que consiga ir além das etapas ordinárias e descubra resultados extraordinários.

Que continue tentando alcançar suas estrelas. Que realize seus sonhos.

Que reconheça em cada desafio a oportunidade, e seja abençoado com o conhecimento de que tem a habilidade para fazer cada dia especial.

Que tenha bastante riqueza para atender suas necessidades, e sempre lembrar que o tesouro real da vida é o amor.

Agradeço o seu carinho e agradeço por todas as maneiras que somos semelhantes e todas as maneiras que somos diferentes.

Agradeço a Deus, do fundo do coração, com um sorriso interno que eu desejaria que todos pudessem ver… A Ressurreição do Mundo. Pois ainda não entendiam a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos… (João 20:9).

Pela lei fundamental da natureza, todas as coisas se renovam constantemente, cumprem um ciclo e se renovam.

Deus deu-nos as estações – cada uma com suas próprias belezas e razão, cada uma significando uma benção, uma alegria, e o sentimento do amor.

Deus deu-nos sonhos – cada um com seu próprio segredo, cada um emitido para dar-nos sentimentos de inspiração, esperança, e tranqüilidade.

Deus deu-nos a luz do sol, o arco-íris e a chuva, a beleza e a liberdade da natureza para ensinar-nos a sabedoria. luz do sol!

Deus deu-nos milagres em nossos corações e vidas, coisas pequenas que acontecem no dia a dia, para nos lembrar que estamos vivos.

Deus deu-nos a habilidade de enfrentar cada novo dia com coragem, sabedoria, e um sorriso de saber.

Saber que seja o que tivermos que enfrentar, é mais fácil com Deus habitando em nossos corações.

Sobretudo, Deus deu-nos amigos para ensinar-nos sobre o amor e para guiar– nos através deste mundo, e Ele está sempre disponível para ajudar-nos para uma compreensão maior e compartilhar e dar mais amor.

Feliz Páscoa!!

 

Milho de Pipoca

Saturday, March 15th, 2008

 

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice, uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos – Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, um filho, um amigo ou o emprego. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, doenças e sofrimentos cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio, uma maneira de apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pipoca dentro da panela, ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não consegue imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece completamente diferente, como nunca havia sonhado.

Piruá é o milho que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

E você, o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?

 

Hope

Friday, March 14th, 2008

 

hope_estrada.jpg

 

Palomino

Thursday, March 13th, 2008

 

palomino_butterfly.jpg
Palomino
1992-2008

Meu velho e bom amigo Pali,

Quantas vezes nós caminhamos juntos pelas estradas do mundo. Lembra? Subimos aquelas montanhas super altas e andamos por lindas florestas cheias de luz e vida. Mergulhamos nos lagos gelados do Norte e nadamos nas águas quentes e gostosas de um mar tropical. Brincamos na areia quente do verão e corremos juntos pela neve. Nossa!! Foram momentos inesquecíveis, não?

Você lembra daquela vez que o manager do Holiday Inn ligou lá pra casa dizendo que você estava deitado no sofá da recepção do hotel? Você acampou no saguão e lá ficou!! Quando cheguei pra te pegar, todo mundo estava te fazendo mil carinhos e brincando com você. Pali!!…você parecia até um guest VIP do hotel. Foi um sucesso geral!!

E daquela vez, que você atravessou nadando aquele lago enorme do nosso acampamento lá nos Adirondacks pra ir comer os biscoitinhos quentinhos e gostosos da vizinha. Pali!!!..o lago tinha quase 3 kilometros de largura!! Graças a Deus você conseguiu e não se afogou. Foi um susto!!

Você adorava sair por aí correndo em total liberdade, curtindo a vida, explorando os lugares, perseguindo os cavalos do rancho em Montana, fazendo novos amigos e sempre celebrando o momento como o amanhã fosse nunca existir. Você nos ensinou muitas coisas. Uma delas, foi que a vida é sempre muito curta pra gente ficar só pensando em problemas. Nós temos que sempre viver o agora celebrando com alegria o nosso presente!!

Você sempre foi um grande amigo e um companheiro muito especial. Quero te informar que a partir de hoje a sua nova casa é aqui no meu coração, viu!!

Obrigado amigo. Obrigado pelo seu grande amor por todos nós, e principalmente pela inspiração que você sempre nos trouxe. Até hoje, não conheci ninguém com tanta coragem, energia e amor pela vida. Já estou com muitas saudades.

Ahh!! E por falar em saudade, aqui vai uma música que eu quero dedicar pra você. De hoje em diante, ela sempre será sua…enjoy it my good friend.

 

Babyface – Fire & Rain

 

O Rio

Tuesday, March 11th, 2008

 

Movimento significa contínua transformação, mudança, aprendizado. Significa evolução. Isso me faz lembrar da historinha sobre o sentido da vida.

Ela diz que somos todos como o rio que vai descendo, procurando o melhor caminho. Podemos nos enganar muitas vezes mas isso fará parte do aprendizado e não da derrota. Podemos cansar de tudo e, deprimidos, querermos até desistir.

Então, parados, transformamo-nos em lagos, para assim podermos provar a nós mesmos que estamos sozinhos e que o universo ao redor, com sua mania de movimento e transformação, não nos diz respeito e tudo que se dane.

No entanto, começa a cair uma chuvinha irritante que termina nos fazendo transbordar e lá vai o rio descendo novamente, seguindo caminho, inapelavelmente.

O rio, então, muda-se para um lugar onde não chove e ele possa continuar sua reclusão em paz, onde ele possa sofrer sozinho sem ninguém para lhe dar lições de moral. Mas aí, acaba descobrindo que aos poucos está se transformando em vapor, subindo para o céu e virando nuvem. Ele até pensa em aproveitar e seguir como uma nuvem até o pólo sul, onde desceria como neve e ficaria como aquelas montanhas de gelo, solitárias e auto-suficientes.

Mas só de pensar no quanto teria de se transformar, desiste. Além do mais quem garante que até elas não evaporem mesmo com o sol fraco dos pólos?

Achando aquilo tudo o cúmulo da aporrinhação e intromissão, o rio enfim decide esconder-se numa caverna profunda, a mais profunda que houvesse, no centro do planeta, onde enfim pudesse ser um pequeno lago, eternamente tranqüilo e sem ninguém a lhe dar conselhos sobre evolução e transformação.

Foi um esforço tremendo. Teve que primeiro transformar-se em chuva e umedecer bem as rochas, depois penetrá-las e descer por dentro delas, tendo sempre que buscar reforço quando o calor ameaçava estragar tudo. Pensou várias vezes em desistir mas aquilo era sua única saída. Sabia que talvez levasse toda a vida provando sua tese mas valeria a pena. Por fim terminou conseguindo. Virou um lago no fundo da caverna mais profunda.

Mostrou ao mundo que podia ficar deprimido e desistir de tudo, tinha esse direito de não querer seguir em frente, de não querer se transformar. Então, completamente exausto, sorriu satisfeito e morreu. E a morte veio saudar-lhe com todas as honras. Afinal, um rio que dedicou sua vida inteira a se transformar no lago mais distante da mais profunda caverna, e conseguiu, é mesmo um rio bem especial.

Moral da história:

Tudo se transforma, cada um a seu modo, ainda que insista em não se transformar. Porque somos a própria evolução.