Archive for July, 2006

Sucesso

Sunday, July 23rd, 2006

 

Nós estamos em plena era da competição intensa, concorrência, pressão, busca frenética de resultados… Certamente, você se pergunta:
- Para que serve tudo isso?!

Quando olho as pessoas procurando desesperadamente o sucesso e abandonando a sua felicidade, logo penso:
- Esse jogo não vai dar certo. O final desse filme vai ser ruim… Sucesso sem felicidade é o começo da desgraça humana!

Precisamos ser competentes e competitivos, sim, mas principalmente, devemos tentar ser felizes, pois a felicidade não é algo que vamos encontrar em bens materiais. O único lugar para encontrá-la é no fundo do coração.

Muita gente luta tanto para ter uma casa na praia e, quando isso acontece, não aproveita. Quantas pessoas se sacrificam para ir à Europa, mas passam o dia todo dentro do hotel.

Quando eu era recém-formado, tive a oportunidade de trabalhar em um hospital de pacientes terminais. Depois de algum tempo, o médico já sabe quando chegou momento do paciente passar para o outro lado. Como sempre senti amor pelos seres humanos, dava um jeito de estar junto à pessoa em seus últimos minutos de vida.

Acompanhei muitas delas nestes momentos angustiantes e a grande maioria via a morte com muita frustração e arrependimento, devido à maneira como viveram e conduziram suas vidas. Algumas diziam:
- Doutor, sempre me sacrifiquei. E agora que ia começar a viver, estou morrendo. Isso não é justo… Por favor, não me deixe morrer!

Muita gente pensa que a morte é inevitavelmente frustante e desesperadora, mas isto não é verdade. Quando a pessoa vive plenamente em determinado momento ela quer conhecer a próxima estação. Assim como uma criança que teve a infância plena quer avançar para a adolescência…

A morte, na verdade, é mais uma viagem. Mas a grande maioria das pessoas morre absolutamente frustrada por não ter aproveitado a vida e se arrepende por não ter usufruído bem da grande dádiva que é a vida.

Jamais vi alguém arrependido por não ter sido egoísta. Jamais vi alguém arrependido por não ter massacrado alguém. Todos se arrependiam por não ter amado mais, por não ter gozado mais a vida. Arrependiam-se por não ter feito amigos, não ter “curtido” os seus filhos, não ter vivido um grande amor, não ter ido atrás dos seus sonhos. E, nesse momento, as pessoas percebiam que as coisas mais importantes da vida são as mais simples.

A felicidade é feita de coisas simples como amigos, filhos, família e companheirismo. E o mais importante: o melhor momento para ser feliz é agora! Assim, não espere a promoção ou a aposentadoria para começar a ser feliz. Seja feliz todos os dias! Nem que seja um pouco, mas todos os dias! Afinal, a sensação de ser feliz é o melhor combustível para sentirmos que viver vale a pena. E como vale!

Se seu trabalho é fonte de angústias, pare para refletir nos seguintes pontos: será que estou no lugar certo? Será que estou no emprego que corresponde ao meu talento? Será que quero passar a minha vida inteira fazendo isso? Se você não está feliz, mude de profissão, de emprego, ou aprenda mais para conseguir um lugar melhor.

Apesar dos problemas que sempre vão parecer um sacrifício, não faça algo apenas por obrigação, procure sempre ter muito prazer no que faz. Viva sempre com muita paixão. Quando a pessoa faz o que gosta, os outros não conseguirão diferenciar se ela está trabalhando ou se divertindo.

Sucesso é quando as crianças sorriem para você e os cachorros abanam rabo quando você chega.

Vitória é quando a sua filha(o) tem orgulho de você.

Êxito é quando acorda de manhã e o dia não pesa em seus ombros. Quando você consegue deixar o mundo um pouquinho melhor a cada dia.

Sucesso de verdade, mesmo, é quando você coloca a cabeça no travesseiro para dormir e o grande criador olha para você com sua doçura infinita e lhe diz:
- Obrigado meu filho, por continuar a minha obra.

Colaboração: Milton Mallet

 

Saber Viver

Sunday, July 23rd, 2006

 

No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.

Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro. Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim. Um sorriso lindo que iluminava todo o seu ser. Ela disse: “Ei, bonitão. Meu nome é Rosa. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço?” Eu ri, e respondi entusiasticamente: “É claro que pode!”, e ela me deu um gigantesco apertão. Não resisti e perguntei-lhe: “Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade?”, e ela respondeu brincalhona: “Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar.” “Está brincando”, eu disse. Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse: “Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!” Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um milkshake de chocolate. Nos tornamos amigos instantaneamente. Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar. Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela “máquina do tempo” compartilhar sua experiência e sabedoria comigo. No decurso de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse. Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava curtindo a vida!No fim do semestre nós convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Jamais esquecerei o que ela nos ensinou. Ela foi apresentada e se aproximou do pódium. Quando ela começou a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco folhas no chão. Frustrada e um pouco embaraçada, ela pegou o microfone e disse simplesmente: “Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Eu não conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então deixem-me apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei.” Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou: “Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de jogar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir o sucesso.

Primeiro, você precisa rir e encontrar humor em cada dia.

Segundo, você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam!

Terceiro, há uma enorme diferença entre ficar velho e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um, mais cedo ou mais tarde ficará mais velho. Isso não exige talento nem habilidade, é uma conseqüência natural da vida. A idéia é crescer através das oportunidades. E por último, não tenha remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer. As únicas pessoas que tem medo da morte são aquelas que tem remorsos.” Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente “A Rosa”.Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária. No fim do ano Rose terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás. Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente em seu sono. Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser, se realmente desejar.

Colaboração: Milton Mallet