Archive for the ‘Curiosidades’ Category

Bruce Hornsby (Spirit Trail)

Sunday, December 14th, 2008

 

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A capa pode não ser bonita mas o disco é maravilhoso.

Se algum dia eu tivesse que deixar esse mundo num foguete qualquer e só pudesse levar um disco na mala, este sem dúvida seria o escolhido.

Bruce Hornsby continua sendo (e sempre será) o meu compositor favorito. É ele que com suas músicas e arranjos me traz muitas inspirações e alegrias. Não existe um dia que passe que não ouço algum som dele. Pra ser sincero, acho que esse mundo é um lugar mais bonito por causa dele.

Até hoje, nunca escutei um músico que pudesse incorporar tantos estilos em suas músicas. É um pianista de primeiríssima linha capaz de criar arranjos super complexos mas que ao mesmo tempo soam tão simples em suas execusões. Aprendi a tocar piano ouvindo as músicas dele.

Escutar o Bruce é como saborear uma salada cheia de ingredientes deliciosos e diferentes. Uma multi combinção de sabores, cores e texturas que juntos resultam numa explosão musical maravilhosa e cheia de vida.

A sua história vai muito além daqueles sucessos que tanto ouvimos em tempos passados. Ele representa uma coisa muito mais profunda do que apenas músicas nas paradas.

Poderia ficar dias contando sobre o quanto ele representa pra mim e o quanto ele me ensinou musicalmente, mas prefiro deixar você mesmo saborear e descobrir esta “salada de emoções”.

Depois que encontrei a música e a poesia dele a minha vida nunca mais foi a mesma.

É com muita  alegria que publico aqui no nosso Furreca um aperitivo do disco. Estas são apenas algumas das faixas. Caso você queira fazer um preview completo ou comprar o disco, clique aqui.

O “Spirit Trail” de Bruce Hornsby é uma obra de arte que vem nos mostrar que na vida as coisas mais simples são as melhores e as mais bonitas. Viva Bruce…ALWAYS.

Uma ótima semana a todos…enjoy the vibes!!!

 


Line in The Dust

The Swan Song

Song C

Song D

Shadow Hand

King of The Hill

Fortunate Son

See The Same Way

Sneaky Up on Boo Radley

Sad Moon

Resting Place

Preaching in The Ring

Variations of Swan Song & Song D

 

OBRAHMA

Tuesday, November 11th, 2008

 

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Hope

Wednesday, November 5th, 2008

 

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O Alfabeto

Sunday, November 2nd, 2008

 

Letra A – Abre-alas do alfabeto. Talvez por isso tenha se tornado tão arrogante e ambiciosa. Mete-se em quase tudo que a gente fala ou escreve. Sua única característica simpática é a de ser a responsável pela designação das coisas do gênero feminino. Também é a culpada pela crase, por puro assanhamento.

Letra B – Se não é a mais bonita, certamente é a mais sensual. É a única na qual eu tenho vontade de dar um beliscão. Conseguem imaginar a palavra bunda iniciando por outra letra? Beleza pura.

Letra C – Parece uma boca aberta. Por causa disso originou palavras como canto e comunicação. Tenta revogar o uso da palavra alfabeto na língua portuguesa, argumenta que é um termo de origem estrangeira e que o certo seria usar apenas abecedário. Cínica.

Letra D – Sente-se depreciada. Descobriu que não é nada além do que a metade de um B, e, para piorar a situação, a metade de baixo. Desenvolveu enorme complexo de inferioridade. Deprimente.

Letra E – Tentou abandonar o alfabeto e arranjar um emprego como ancinho. Como não tinha cabo, e ancinho nem sequer começa com E, não conseguiu. Esquisita.

Letra F – Muito perigosa, se empunhada pelo cabo torna-se uma arma. Não é à toa que originou palavras como: faca, ferimento, fatalidade… Letrinha foda.

Letra G – Também parece uma boca aberta, só que uma boca cheia. Os colegas de alfabeto tratam-na, gentilmente, por gordinha. A palavra que mais gosta de formar é guloseima. É uma glutona.

Letra H – Muito estranha. Quando comanda a palavra faz questão de não ser notada. Quando se coloca dentro de uma, costuma ou arrumar problemas com o pobre do X ou diminuir o tamanho das coisas. Somente é apreciada pelos compositores de bossa-nova. Um tanto hermética.

Letra I – Se o D tem complexo de inferioridade, imaginem esta de agora. Tão magra que mal se nota a sua presença nas palavras. Algumas inclusive pararam de utilizá-la, o que não é de admirar. Sobrou-lhe dar origem a palavras como: imbecilidade, inaptidão, idiotice, incompetência e coisas do gênero. Completamente insignificante.

Letra J – Lembra um I que está sempre sentado, descansando. Coisa de velho, o que é estranho para quem é responsável por juventude e jovialidade. Deve ser pura janotice.

Letra K ( em memória ) – Já foi tarde. Só servia para complicar a grafia de nomes femininos como Carim e Cátia. Letrinha Kalhorda.

Letra L – Devagar, quase parando. Culpa provavelmente do pé grande. Se acha grande coisa só porque a palavra letra começa com ela, mas na verdade é mais reconhecida por palavras como langor e lentidão, e pelo tamanho do pé. Uma verdadeira lesma lerda.

Letra M – Igual uma galinha com as asas abertas para abrigar os pintinhos. Muito maternal

Letra N – Não gosto dela. Acho meio sem personalidade, quase uma nulidade. Nada mais a declarar.

Letra O – Normalmente utilizada para designar as coisas do gênero masculino. Letra desagradável, inclusive na forma que parece a de um cu.

Letra P – A maior responsável pela pornografia na língua portuguesa. Deu origem à denominação dos principais palavrões e perversões conhecidos. Culpada pela existência de obscenidades como pênis, pederasta e presidente, entre várias outras. Uma puta.

Letra Q – Sempre achei que cu deveria se escrever com ela. Tem até o rabo.

Letra R – Quase sempre ela é bastante razoável. Nunca porém quando resolve andar aos pares, torna-se então, junto com o fumo e o álcool, uma das principais causas de irritação da garganta.

Letra S – Uma serpente. Sempre arrumando confusão com as outras. Tem predileção especial por implicar com o C e o Z mas não poupa nem o infeliz do X. Quando o C conseguiu um cedilha para se defender, ela passou a andar em dupla. Sacana.

Letra T – Na verdade não é uma letra e sim um taco. Deve ser utilizado ao inverso do que está. Segure a parte vertical com as duas mãos e bata com a horizontal, de preferência na letra O .

Letra U – Se tivesse alça seria um penico. Em todo o caso, se o aperto for grande, pode urinar dentro dela, mas depois despeje e seque. Não gosta de ficar úmida.

Letra V – Parece um U de regime mas não é. Foi criada especialmente para denominar os principais órgãos sexuais femininos. Causa muito nobre. Só que depois ficou com vergonha e inventou a virgindade. É verdade, juro.

Letra W ( em memória ) – Foi sacaneada. Invejosos, o U e o V uniram-se e pediram sua eliminação. “Ou ela ou nós duas” foi o ultimato que deram. Na disputa até que o W estava se dando bem, principalmente contra o V que só vale metade dele. Desistiu quando o U desfilou na sua frente ostentando um trema. Não precisou ser eliminada, suicidou-se.

Letra X – Vive atormentada. Sabe que é a próxima que está sujeita a ser eliminada. Sua única esperança é que sem ela a Xuxa passaria a ser uma mama e todos a preferem assim como é, com as duas e mais o resto. Letrinha xaropona.

Letra Y ( em memória ) – Retirada por pressão da igreja católica. Os seminaristas não podiam vê-la sem imediatamente imaginar aqueles montes de vênus que aparecem nas pinturas bíblicas. Corriam para o banheiro interrompendo as aulas de teologia. Ydiotas.

Letra Z – Nunca entendi porque o primeiro algarismo é escrito com a última letra. Zero para este alfabeto.

 

O Rei e o Tubarão

Monday, July 28th, 2008

 

 

Esta foto foi tirada em 76 na cidade de Vancouver no Canadá durante o campeonato americano de futebol. Na época, o meu pai já era o técnico do New York Cosmos e eu aproveitei a “carona” para acampanhar de perto alguns jogos da temporada.

Na foto estão (da direita): Eu (cabeludo e barbudo), ao meu lado o ponta direita Manuel Maria e o Professor Mazzei (todo de branco), o Pelé (de costas) e o nosso querido segurança Pedro GarayAhhh!…e lógico, o tubarão!!… coitadinho, fisgado e se debatendo no chão do quarto. Foi uma briga boa. Durou quase 40 minutos para o Pelé tirar o bicho fora d’água. O mais difícil foi encontrar alguém que tirasse o anzol da boca dele.

Aconteceu que horas antes do jogo, o Rei resolveu comprar uma vara de pescar e tentar uma rápida pescaria do terraço do quarto. Quando a galera do time soube que o ele ia pescar, foi uma gozação geral. Ninguém acreditou que ele fosse conseguir pescar alguma coisa…ainda mais lá de cima do segundo andar do hotel. Era muito alto!!

O mais engraçado de tudo foi que tinha uma velhinha hospedada num quarto bem no andar de baixo. Quando ela viu aquele tubarão enorme praticamente “flutuando” no ar fora da janela, ela quase teve um ataque cardíaco. Na hora ninguém ouviu os seus gritos. Só ficamos sabendo sobre o susto dela quando o gerente do hotel bateu nervoso na porta do nosso quarto.

Mas a história teve um final feliz para todos. O tubarão foi devolvido ao mar e viveu para contar a história aos seus amigos, afinal ele ficou famoso, tinha sido fisgado por um Rei, a velhinha apesar do grande susto, logo se recuperou recebendo uma dose extra de oxigênio, o gerente do hotel ficou super feliz quando ganhou uma camiseta autografada e o Cosmos ganhou a partida. Foi um jogão. Um show de bola e uma grande goleada. O Rei marcou dois gols sendo que um foi de bicicleta. Viva ele…foi aplaudido de pé.

O placar final: Cosmos 4 X 0 Vancouver.

 

O Mais Sincero Beijo

Thursday, July 24th, 2008

 

 

A foto acima mostra uma cadela Dobermann lambendo um bombeiro exausto. Ele tinha acabado de salvá-la de um incêndio em sua casa, resgatando-a, e levando-a, para o gramado da frente; depois, tinha continuado a combater o incêndio.

Ela estava prenha. O bombeiro teve medo dela no início, pois nunca antes tinha resgatado um Dobermann.

Quando finalmente o fogo foi extinto, o bombeiro sentou na grama para recuperar o fôlego e descansar.

Um fotógrafo do jornal ‘The Observer’ notou a Dobermann olhando para o bombeiro.. Ele a viu andar na direção dele e se perguntou o que a cadela iria fazer. Enquanto o fotógrafo levantava a câmera, ela se aproximou do bombeiro que tinha salvado sua vida e as dos seus filhos e beijou-o.

Meus agradecimentos ao amigo Ismar Neuber pelo envio da matéria.